quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Tarte de abóbora


A famosa Pumpkin Pie que nos entra pela casa através das séries de Tv e dos filmes.
Tinha muita curiosidade em provar e, tendo uma abóbora enorme para usar, resolvi testar a receita que vi aqui. Pedia leite de soja, mas usei o que tenho sempre em casa... leite magro e resultou muito bem. Acho que esta é a sobremesa mais comida na última quinta feira do mês de Novembro :)

Se há feriado que deveria ser assimilado por todas as culturas é o do Dia de Acção de Graças.
Pode parecer que não tenho muito para agradecer, estou numa situação complicada, com os meus dois pais de baixa médica, com o meu gato doente (tive que ir outra vez ao veterinário com ele), partilhas que não se resolvem, amigos e familiares longe, etc e tal! Mas, bem lá no fundo, não me faltam agradecimentos a fazer. Tenho comida, roupa, cama, mantenho os velhos e fiz novos amigos, apesar de tudo temos conseguido ultrapassar as más vibrações, tenho encontrado muita gente má mas também tenho encontrado gente muito boa e, mais importante que tudo, estou viva :)
Aproveito também para agradecer a todas as meninas que votaram no Colchão de noiva. Fiquei em segundo lugar e acho que ganhei um livro. Ainda não sei qual mas, como gosto muito de livros, fiquei contente ;)

Então, celebremos com tarte de abóbora que, apesar de eu não ter colocado muita fé nela, saiu uma bela surpresa. Achei que ninguém ia apreciar e, no fim, todos comeram e repetiram :)

Ingredientes:
3/4 chávena de açúcar
1 1 /4 colher (chá) de canela moída
1/2 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de gengibre
1/8 colher (chá) de noz moscada
1/8 colher (chá) de cravinho
1 lata de abóbora (usei 400 g de puré de abóbora que fiz em casa)
1 1/4 chávena de leite de soja (usei leite magro)
2 ovos grandes
Massa quebrada* (fiz a minha na MFP)

Preparação:
Numa tigela, misture o açúcar, canela, sal, cravinho, gengibre e a noz-moscada. Adicione a abóbora, leite e ovos. Mexa até estar homogéneo. Ponha a mistura dentro da tarteira forrada de massa quebrada. Coloque no forno a 200ºC por 15 minutos, depois reduza a temperatura para 180ºC e retire quando o centro da tarte estiver cozido (insira uma faca para verificar, se sair limpa, está pronto), cerca de 45 minutos no forno. Coloque numa grade para arrefecer e sirva fria.


*Massa quebrada doce na MFP:
330 g de farinha tipo 55
125 g de manteiga amolecida em cubinhos
100 g de açúcar
50 ml de água

Coloque a farinha, manteiga e o açúcar na máquina e seleccione o programa "massa". Vá adicionando a água e mexa com uma colher de pau nos cantos. Deixe amassar por 15 minutos e retire. Está pronta a usar :) Simples, maleável e muito boa!

Notas:
Retirei a receita da massa quebrada do fórum da amizade.
Esta massa quebrada dá para fazer duas tartes. Assim, aconselho a fazer só metade da receita.
Usei uma forma de tarte de 23 cm de diâmetro mas acho que fica melhor numa forma mais pequena, porque fica mais altinha.
Esta tarte fica bem mole e húmida, mesmo ao meu gosto (esta frase não soa lá muito bem, mas levem-na pró sentido culinário do termo, ok? Não sejam perversas!).

Yellow Pumpkin, estás a ver como eu te dou bom uso? he he

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Maçãs assadas com Porto

Tão simplesmente a minha sobremesa favorita para comer no final de uma refeição.
Faço muita cena triste nos restaurantes (até parece que vou muitas vezes comer fora. No Verão até vou, é só montar a mesa no pátio de casa e já está!), quando vejo a carta das sobremesas!
Nunca me apetecem aquelas sobremesas enjoativas, com muitos ovos, muito açúcar, muito creme. Essas ficam para o lanche, para comer quando a barriga está vazia e a pedir qualquer coisinha. Fico tão indecisa no fim do almoço ou jantar, que a escolha cai sempre para o lado da bela maçã assada. É que com ela sei que vou ficar satisfeita :)

Há muito que não fazia em casa, a minha mãe habituou-se a fazer maçazinha assada no microondas, mas não fica igual, não aprecio muito. Para mim, maçã assada tem que ir ao forno! Aqui estão elas, muitas que é para matar as saudades :)

A receita é simples e a olho, descaroçar as maçãs, dar uns rasgos na casca para não rebentarem ao ir ao forno, deitar açúcar por cima, partir um pau de canela e colocar os bocadinhos no orifício das maçãs, deitar açúcar por cima e regar com um bocadinho de vinho do Porto. Levar ao forno até ficarem cozidas, retirar e comer quente ou frio. Como quiserem :)

Quero também dizer que o bolito colchão de noiva que eu fiz, está em votação no Tigela de Yakissoba, juntamente com outros bolos. Passem por lá e votem no vosso favorito, eu já votei! Se o vosso favorito for a minha sugestão, agradeço muito ;) A votação termina hoje, dia 24!

Finalmente, agradeço a todas as pessoas pelas declarações de afecto e amizade que me têm feito e ao meu blog. No fundo, não são os selinhos que me oferecem que contam, apesar de terem o seu peso, mas há certos gestos e palavras que valem muito mais e que alguns de vós me vão deixando nos comentários e e-mail. Tem sido um bocadito complicado visitar todos os seguidores e deixar comentários em todos os blogs. Portanto, quero agradecer a todas as visitas, a todos os seguidores que ainda não visitei e a todos aqueles que me têm acompanhado desde o início do blog.

Isto até parece uma despedida, mas acho que não é. Só se o computer der o berro, a máquina pifar, ou eu entrar em parafuso. Vamos lá ver qual destas vai ser a primeira a acontecer :)
Acho que o Natal já está a fazer-me mal!!!

domingo, 22 de Novembro de 2009

Colchão de noiva

A receita já está aqui mas, para quem ainda não conhece este bolo, transcrevo-a outra vez. Vale bem a pena! Na altura também não consegui tirar foto do interior, fica hoje a foto!
A minha mãe pediu especificamente este bolo para o aniversário dela, já tinha sido o de 2008 e voltou em força em 2009 para festejar mais um aninho. Desta vez, fiz o recheio e cobertura de creme custard, mas prefiro o que vem na receita original e é esse que vou deixar.
Decorei-o apenas com canela e ficou muito bom, bem ao nosso gosto e com a cara do blog :) Não amarelo de desespero mas com o aroma de canela, ok?

Ingredientes:
6 ovos
250g de açúcar (usei apenas 200)
100gr de fécula de batata
1 colher (sopa) de farinha
1 colher (chá) de fermento
sumo de meio limão

Batem-se as claras em castelo. Depois, sem bater, mistura-se o açúcar e a farinha. Depois de bem mexido juntam-se as gemas, o fermento, a fécula e o sumo de limão.
Vai ao forno em forma bem untada e polvilhada. Deixei em forno brando.

Creme:
3 gemas (usei 2)
150g de açúcar (usei 120g)
3 colheres (sopa) de maizena
1 pacote de açúcar baunilhado
1/2 l de leite

Coloca-se o leite ao lume com a farinha maisena e deita-se o açúcar. Mexe-se bem e quando o creme começar a ficar espesso, deitam-se as gemas e o açúcar baunilhado, mexendo sempre.
Depois do bolo estar pronto, corta-se ao meio e recheia-se, coloca-se por cima a outra metade do bolo e cobre-se a parte de cima e os lados deste com o resto do creme. Por fim decora-se com coco ralado.

Depois de rechear o bolo polvilhei com canela moída, usei o molde de biscoito em forma de coração para polvilhar com mais canela e salpiquei o resto do bolo também.

Bom Domingo a todos e bom início de semana!

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Pão cacto - Kaktusbrot



Felicitações e muitos anos de vida ao Tertúlia de Sabores!!!
Moira, não te piques. Este pão é em tua homenagem :)
É certo que parece que me pico ás vezes, mas juro que não meto prá veia!
Por este pão até atravesso o deserto (estou a delirar, a ter alucinações, mas juro que não snifei nada. Além do mais, não sou eu que ando a fazer tráfico de pó branco!!!), levo com os espinhos e como tudo como se não houvesse amanhã.

O Tertúlia é "como pão para a boca", é o "pão nosso de cada dia", impossível deixar de lá ir! Caso aconteça, até fico de ressaca. É viciante, porque há blogs que são como droga pahhh! Depois não querem que eu diga coisas manhosas! Portanto, quando conheci o blog, tratei de o ver de cima a baixo e, este pão (cliquem para ver como é lindo), bateu-me forte e guardei a receita para fazer. O tempo foi passando e surgiu esta oportunidade para testá-lo. Está feito, provado e aprovado :)
Neste pão, pico-me com muito gosto!



Ingredientes (fiz meia receita, a receita completa está no Tertúlia):
450 g de farinha tipo 65
1,25 dl de leite morno
1,87 dl de água morna
1/2 pacote de fermento para pão
1/2 colher (sopa) de açúcar
1 pitada de sal

leite para pincelar
2 colheres de sopa de pevides de abóbora
2 vasinhos de barro (ainda tive que andar a esfregar o verdete dos meus he he Depois de os lavar em água corrente sem líquido da loiça, mergulhei-os em água a ferver para matar qualquer tipo de germes)

Preparação:
Numa taça, pôr a farinha, fazer um buraco no meio e pôr o fermento, adicionar os líquidos mornos e amassar cerca de 5/10 minutos. Deixe levedar 30 minutos num local aquecido.
Forre 2 vasos de barro com papel vegetal e coloque uma bola de massa grande e depois uma bola de massa pequena por cima. Pincele com leite e espete as sementes/pevides a imitar um cacto.
Leve ao forno por 25 minutos a 220º C.

Se não gostar de meter a mão na massa e tiver a MFP ao pé ou à mão, use-a. É só meter tudo lá dentro, seleccionar o programa "massa"e deixar até ao fim. Depois retire e molde as bolinhas, colocando-as nos vasos.

A massa fica bem aberta e o pão muito fofinho! Feito em forminhas de queques/muffins também deve ficar muito giro a decorar a mesa. Um pãozinho em cima de cada prato e vão achar que estamos em pleno Sahara :)

Só aparece um vaso na foto, porque o outro foi atacado por outro tipo de germes, nós mesmos, habitantes desta casa.
Desculpem as fotos, foi o melhor que consegui!

Bom fim de semana a todos e não se esqueçam que ainda vão a tempo de homenagear o Tertúlia ;)

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Pão três cereais

Quando vi este pão no Figo Lampo, tive que o fazer. A primeira tentativa não correu muito bem, culpa da padeira! Mas, se não vai à primeira, vai à segunda e cá está ele com todos os benefícios das sementes e a recomendação da Margarida :)
O gajo até ficou de crista ao alto, sinal que o pão dá uma certa energia he he
Tal como a Margarida me tinha dito, este pão torrado, fica da ponta da orelha... magnífico :)

Ingredientes:
310 ml de água
1 1/2 colher (chá) sal
450 g de farinha 65 (usei 350 de farinha 65 e 100 de farinha integral)
1 1/2 colher (chá) de fermento seco (podem usar fermento fresco)
30 gr de sementes de linhaça
20 gr de sementes de sésamo
20 gr de sementes de papoila

Coloque pela ordem na MFP, seleccione Programa Pão Branco, tostagem média e ligue a máquina.
Deliciem-se!!!

Notas: Poderá ser necessário ajustar a quantidade de líquido ou farinha. Eu diminuí um pouco a quantidade de água.
Diminuí também a quantidade de sementes.
Tal como a Margarida sugere, podem ser usadas outras sementes.

Não há nada como pão quente em dias frios :)
Bom resto de semana e até dia 20, com uma receita para homenagear o Tertúlia de Sabores!

domingo, 15 de Novembro de 2009

Espirais all'amatriciana


Que raio de cor é creme? Há cremes de várias cores!
Por exemplo, o creme hidratante que uso para a cara tem uma cor levemente lilás e o creme de corpo é branco!
Ora... lá fui eu ver a foto alusiva à cor creme e reparei que afinal a cor é bege. Entendi tudo :)
Para não fugir à regra fiz uma receita salgada, em abono da verdade até já estava feita, foi só guardá-la até hoje!
É uma massa que faço muitas vezes e é tão simples que até parece impossível agradar tanto. A verdade é que há gente cá em casa que prefere comer as sobras desta massa no dia seguinte, do que comer comida fresquinha :)
A receita original foi retirada d' O Livro de Pantagruel com o nome "Spaghetti all'amatriciana" mas, da primeira vez que pensei fazer a receita, não tinha esparguete e usei espirais. Nunca fiz com esparguete mas em breve faço, só para ser o mais fiel possível à receita! Chama-se assim porque é proveniente da cidade de Amatrice que eu espero conhecer um dia :)

Ingredientes:
350 g de spaghetti
100 g de toucinho entremeado da barriga (o famoso bacon)
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de cebola picadinha
2 tomates médios meio maduros (uso tomate enlatado e fica bom)
50 g de queijo ralado (pecorino ou parmesão mas eu uso o que tiver em casa na altura)
Sal e malagueta ou piripiri q.b.

Corta-se o toucinho em cubos grandinhos, frita-se no azeite até ficar quase em torresmos e põe-se de parte em lugar quente para não amolecer e perder o estaladiço (eu coloco-os numa folha de papel absorvente dentro do microondas).
Na gordura que ficou, aloura-se a cebola com malagueta ou piripiri a gosto (deve ficar um nadinha picante). Juntam-se os tomates em pedacinhos - sem peles nem sementes e bem escorridos do líquido que tiverem -, tempera-se de sal e deixa-se ferver um quarto de hora para o molho engrossar bem.
Cozem-se os spaguetti , escorrem-se, vazam-se numa guisadeira aquecida (ou outro recipiente), envolvem-se no molho de tomate e no queijo, espalham-se por cima os torresmos de toucinho e servem-se sem demora.

Embora o queijo apropriado seja o pecorino, em sua falta emprega-se o parmesão.
É importante que os tomates não sejam muito grandes, pois a amatriciana não requer um banho de molho encarnado mas apenas resultar no final um nadinha colorida pelo tomate.

Espero que vos agrade e que façam. É simples, rápida e muito saborosa :)
Como O Livro de Pantagruel não tem imagens, é sempre mais arriscado fazer sem saber como vai resultar. Assim já sabem como fica e têm a minha palavra de que é mesmo bom!

Estou a ficar azul de medo!!! Que é que eu faço para o último dia da cor? Nunca comi nada azul e não sei se me apetece... não há mais cores? E depois do azul o que virá? Azul-bebé ou azul marinho?
Azul, azul, azul... Só me lembro de dizer "Bibó Porto carago!!!" :)

E parabéns à minha querida mãe que não é azul mas é tão vitoriosa como o clube e que festeja hoje mais um aniversário!!!
O bolo vai ser este aqui (com uma decoração ligeiramente diferente), que ela tanto gosta e merece :) Já passou a ser o bolinho dela!

Continuação de Bom Domingo a todos!!!

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Tarte fine aux pommes

Um nome pomposo para uma tarte super simples :)
Mais uma da Nigella e mais uma que fiz para o dia do meu aniversário! Comeu-se todinha porque, nesta casa, somos fãs incondicionais de tartes de maçã, sobremesas com maçã, maçanadas, maçãs cozidas, assadas e ao natural.
Dizem que uma maçã por dia mantém o médico longe. Não tem resultado muito mas, pode piorar se deixarmos de comer, então insistimos :)

Há algo que me agrada na Nigella, a praticidade das receitas. Conheço-a apenas do livro que tenho e não da Tv. Não sei se faz caras feias e estranhas ao cozinhar, sinceramente, pouco me interessa. O importante é que eu compre o livro, consiga fazer as receitas que lá estão e que me agradem.
A minha foto é uma vergonha ao pé da do livro... mas o sabor foi excelente!
Ora aí vai :)

Ingredientes:
2 maçãs Granny Smith grandes (ou 3 pequenas)
sumo de 1 limão
1 folha de aprox. 375 g (40x23 cm) de massa folhada comprada pronta, descongelada (usei refrigerada)
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
créme fraîche para servir, se desejar

1. Pré-aqueça o forno a 220 ºC /gás 7.

2. Retire o caroço às maçãs e corte-as ao meio. Deite o sumo de limão num prato grande e raso e acrescente um pouco de água fria. Mergulhe as metades de maçã na água com limão; isto impede-as de escurecerem.

3. Estenda a folha de massa folhada num tabuleiro de ir ao forno forrado e, com as costas de uma faca ou com uma régua de metal, marque um rebordo de 1 cm a toda do rectângulo. Deve marcar esta linha na massa folhada e não cortá-la. Isto permite que este rebordo suba acima do nível de recheio.

4. Retire as metades de maçã da água com limão e seque-as. Corte cada metade em quartos e fatie cada quarto o mais fino possível: imagine bolachas finas.

5. Polvilhe a base com uma colher de açúcar. Trabalhando a partir da margem interior, coloque as fatias de maçã, sobrepondo-as, dentro dos limites do rebordo. Forme linhas direitas de maçã até a massa estar coberta.

6. Aqueça a manteiga com a restante colher de açúcar numa pequena caçarola e deixe-a ferver alguns minutos, até ficar cor de caramelo-claro. Regue as maçãs com este xarope e coloque a tarte no forno.

7. Coza durante 20-25 minutos, altura em que um rebordo de massa folhada deve ter crescido à volta das maçãs e a fruta deve estar macia e levemente alourada. Corte em quadrados ou fatias.

É algo que agrada a toda a gente, não enjoa, fica bonito na mesa, não pesa muito na balança, logo não pesa na consciência, é impossível correr mal, ou seja, tem tudo para dar certo e ser apreciado :)
Não servi com créme fraîche, porque o Outono já está fresco o suficiente. Quem quis, comeu assim e ainda lambeu os dedos. É que a tarte tem um nome fino e pomposo mas sabe bem é comer à mão, lamber os dedos e os beiços no fim... mesmo à lambão, sem frescurices à mistura ;)

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Bolo de chocolate branco e cappuccino


Foi este o bolo do meu aniversário, feito por mim, para mim e para o pessoal cá de casa.
É um bolo pequeno que serve cerca de 8 pessoas. Como não convidei ninguém, decidi fazê-lo porque ao Domingo há sempre bolinho e também porque poderia aparecer alguém, mesmo sem ser convidado :)
As pessoas mais importantes lembraram-se, não gosto de convidar porque fico com a sensação que as pessoas sentem obrigação de trazer um presente. Como costumam dizer, quem quer dar presentes não precisa de ser convidado, dá e pronto!
Por isso tive apenas a visita de duas pessoas, mas duas pessoas queridas!
Quero também agradecer os votos e as mensagens que me deixaram.
Lamento não ter fotos do interior, mas acabamos de o comer no mesmo dia e a luz, quando o bolo foi cortado, já não era nada boa. Só não gosto deste tempo porque a luz não ajuda a quem tem uma máquina manhosa como a minha, como dá para ver nas fotos he he
Bolo de cappuccino, com a pitadinha de canela moída por cima... para que os próximos 365 dias tenham a intensidade do café, o aroma da canela e a doçura do chocolate :)

Para o bolo:
4 ovos
115 g de açúcar
1 colher (sopa) de café forte
1 colher (chá) de essência de baunilha
115 g de farinha
75 g de chocolate branco

Para o recheio:
120 ml natas
1 colher (sopa) de licor de café

Para a cobertura:
1 colher (sopa) de licor de café
1 quantidade de cobertura de chocolate branco*
raspas de chocolate branco (para decorar)
cacau em pó ou canela moída (usei canela)

1. Pré-aquecer o forno a 180º C e untar duas formas 18 cm (se a forma for alta, basta uma, depois cortam o bolo a meio, depois de frio) e forre o fundo com papel vegetal.

2. Coloque os ovos, açúcar, café e baunilha numa tigela à prova de calor. Coloque sobre uma panela com água a ferver e misture até ficar um creme pálido e espesso.

3. Junte metade da farinha à mistura anterior e agregue gentilmente. Junte a restante farinha com o chocolate branco picado.

4. Coloque nas formas e nivele. Leve ao forno por 20-25 minutos até estar firme e dourado. Desenforme, passe para uma grelha e deixe arrefecer completamente.

5. Faça o recheio: bata as natas com o licor de café até ficarem firmes. Coloque em cima de um dos bolos e coloque o segundo bolo por cima.

6. Junte o licor de café à cobertura. Espalhe fazendo círculos, no topo e lados do bolo. Salpique com chocolate branco e com cacau ou canela. Transfira o bolo para um prato de servir e reserve até a cobertura assentar.

*Cobertura de chocolate branco (dá para um bolo de 20cm, como este só tinha 18 eu diminuí quantidades)

175 g de chocolate branco (usei 100)
75 g de manteiga (usei 40)
115 g de açúcar em pó (usei 70)
90 ml de natas (não diminuí)

1. Derreta o chocolate com a manteiga numa tigela à prova de calor sob água a ferver. Remova e junte o açúcar, um pouco de cada vez, usando um fouet.

2. Bata as natas numa tigela separada até ganhar forma, depois envolva a mistura de chocolate.
Deixe arrefecer, mexendo ocasionalmente. Use imediatamente.

Esta receita foi retirada do livro "The chocolate and coffee bible".
Gostei muito do resultado, apesar de ser um bolo pequeno, mas o sabor é excelente para quem gosta de café e chocolate branco.
Um bolo para miúdas como eu, pequenas mas que tudo nelas está concentrado! É só agitar, mas não muito porque podemos sempre ficar enjoadas he he
Por incrível que pareça, soube-me mesmo a cappuccino :)

Boa semana a todos!!!

domingo, 8 de Novembro de 2009

Um dia simples com gelado de romã


Não há festa mas há sempre bolo :)
Para além do bolo, este ano também há gelado feito por mim!
O meu primeiro gelado e, mesmo sem a arca frigorífica (tive que fazer ginástica para colocar tudo no congelador. É que o gelado rende bastante!), ficou tão bom que merece destaque neste dia!
Aproveitei as romãs colhidas gentilmente do terreno abandonado do vizinho (a minha mãe é que trata disso, eu tenho medo de ser presa he he) e preparei a sugestão que vi no livro "Nigella na Cozinha".
Ficou muito girly com a coloração rosa bebé que o sumo das romãs proporcionou, um gelado de gaja para todos comerem sem preconceitos! Isso inclui o facto de estar frio e ser Outono mas, a mim, os gelados sabem-me sempre melhor quando está frio e romãs frescas só se encontram no Outono, quando estão boas para ser colhidas :)
Uma receita simples porque a vida quer-se simples!

Ingredientes:
2 romãs (mais sementes de uma terceira para a decoração)
1 lima (usei limão)
175 g de açúcar em pó
500 ml de natas gordas

1. Esprema as romãs e a lima e coe os sumos para uma taça.
2. Junte o açúcar em pó e mexa para dissolver.
3. Misture as natas batidas e continue a bater até se formarem picos no creme rosa.
4. Passe o gelado para o recipiente hermético que escolher e congele durante pelo menos 4 horas, ou durante a noite.
5. Espalhe algumas sementes de romã antes de o comer.

Notas:
Este gelado não tem que ser batido para quebrar os cristais de gelo. É só espremer, mexer, bater, congelar e comer!

Façam como eu, festejem todos os dias a benção que é estar vivo e poder passar aqui mais 365 dias... com ou sem gelado de romã :)

O bolo ainda está a ser preparado, se ficar bom, será publicado em breve!
Bom Domingo a todas(os)!

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Maçanada

Devo dizer que adorei o nome :)
Se com marmelo se faz marmelada, com maçãs faz-se maçanada!

Como já tinha dito aqui, tive acesso a algumas maçãs caseiras e aproveitei para fazer outra compota com elas. Desta vez, inspirei-me n' O Livro de Pantagruel e saiu esta compota maravilhosa. Queria que tivesse ficado com uma consistência mais durinha, para que pudesse cortar à faca, mas não consegui. É que tenho a mania de usar menos açúcar e também, por já estar farta de estar como bruxa de volta do caldeirão a mexer a maçanada! Que maçada :)
Foi com a maçanada que servi as panquecas de maçã.

Ingredientes:
1 kg de maçãs-reinetas descascadas e descaroladas (usei outra variedade)
1 kg de açúcar (usei cerca de 600 gramas)
1 limão pequeno, raspa e sumo
1 pau de canela

Cozem-se as maçãs em pouca água, escorrem-se e passam-se pelo passe-vite (usei a varinha). Ferve-se a água da cozedura com o açúcar e o pau de canela até ponto de fio*, juntam-se o polme da maçã, a raspa e o sumo de limão e deixa-se fervinhar em lume lento até descobrir o fundo do tacho.

Como é natural, O Livro de Pantagruel não dá muitas indicações quanto ao tempo ou ao que fazer depois de estar a receita pronta. É um pouco impreciso! Coloquei a maçanada ainda quente em tigelas e tapei com rodelas de papel vegetal. Conserva-se muito bem mas acho que fica ainda melhor em frascos tapados.

Gostei muito do toque do limão, dá-lhe um sabor mais refrescante.

*Ponto de fio: Colocando uma gotinha de calda entre o polegar e o indicador humedecidos em água fria, unindo-os e afastando-os repetidamente, forma-se entre ambos um pequeno fio; 25 a 28º no pesa-xaropes (é um densímetro que se utiliza para densidades superiores à água).


A Paula e a Manu ofereceram-me este selinho com uns nenúfares fofinhos!
Pelos vistos, vinha acompanhado de uma espécie de inquérito acerca daquilo que nos apaixona na vida em relação a:

Internet: pesquisas, comunicar com amigos e familiares que estão longe, ver programação e instituto de meteorologia (páginas mais visitada), blogs e mais uma série de coisas.

Pessoas: os sorrisos sinceros, cheirinho agradável (mas não intenso ao ponto de intoxicar meio mundo), simpatia, honestidade, alegria (mas nada em demasia, que ser-se demasiado feliz é estranho he he), gosto de pessoas que gostam de animais, com educação e histórias de vida interessantes.

Vestuário: gosto de casacos e meias/collants

Cosméticos: cremes hidratantes, lápis, sombras e perfumes

Comida: é que nem começo. Não vale a pena!!!

Hobbies: ler, caminhar, jardinagem, ver tv.

A Manu também me ofereceu este! Acho que não tenho que responder a nada :)


Obrigada e, adiantando-me, boa sexta-feira e bom fim de semana!

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Brownie de chá verde e chocolate


Apesar de viver rodeada de pintores, não entendo nada de arte mas, olhando para a foto acima fico com a sensação que até parece uma pintura um tanto ao quanto, aquelas pinturas que olhamos e não sabemos o que é. Por momentos, até consigo ver Guernica neste brownie :) Uma Guernica pacífica e docinha!!!
Mas isso sou eu, que tenho as vistinhas miúpes e a minha cabeça já não dá para muito mais!

Usei o último pózinho de matcha que a Si me enviou e, como não poderia deixar de ser, fiz esta receita dela.
Devo dizer que fechei esta saga de Matcha em grande, foi a minha primeira vez a fazer brownie e é uma receita fantástica, não tivesse ela queijo-creme que eu tanto gosto.

Por ser tão bom e ter resultado muito bem, com este brownie um tanto ao quanto artístico, brindo o Tertúlia de Sabores que está de parabéns por dois deliciosos anos de blog.
A Moira é um doce e a minha contribuição tem que ser docinha, de forma a retribuir toda a simpatia desta bloguista que tive o prazer de conhecer pessoalmente.
Agradeço-lhe a ela o convite e presto-lhe a minha sincera homenagem :)

Moira encantada, o embrulho de baixo é para ti! Espero que gostes e que continues a brindar-nos com as tuas deliciosas sugestões!



Ingredientes:
200 gr de chocolate
100 gr de manteiga/margarina
4 colheres rasas (sopa) de cacau em pó
4 ovos pequenos
160 gr de açúcar refinado
80 gr farinha de trigo

Para o creme de chá verde:
225 gr de queijo-creme/cream-cheese
80 gr de açúcar
1 ovo
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1 1/2 colher (sopa) de chá verde/matcha

Aqueça o forno a 180º C.
Unte uma forma quadrada ou rectangular, forre-a com papel vegetal e volte a untar.
Pique o chocolate grosseiramente e derreta-o juntamente com a manteiga em banho maria ou no microondas.
Assim que estiver totalmente derretido misture o cacau em pó.
Bata os ovos e o açúcar durante 5 minutos.
Adicione a mistura de chocolate e cacau, misture e envolva em seguida a farinha.
Coloque o queijo-creme num recipiente e bata até estar cremoso, junte o açúcar e bata mais um pouco. Adicione o ovo e bata novamente por 2 minutos.
Finalmente, adicione a farinha e o matcha/chá verde, previamente peneirados. Envolva bem.
Despeje a massa de chocolate e a de matcha alternadamente e passe um palito para lhe dar um aspecto mármore.
Leve ao forno cerca de 30 a 40 minutos. Assim que estiver cozido retire do forno e deixe arrefecer coberto por um pano durante 10 minutos, antes de desenformar.
Corte os brownies apenas quando a massa estiver completamente fria.

Quem não tiver chá verde ou matcha, pode colocar corante, extracto de baunilha ou outro a gosto. Acho que também resulta muito bem!

Quero também lançar um desafio, que tal passarem no blog da Moira, escolher uma receita dela e publicá-la no vosso blog no dia 20 de Novembro? É o dia do blogoniversário do Tertúlia! Seria muito giro e estou a pensar fazer o mesmo quando o Canela Moída completar 2 anos :)

Podem ver a minha sugestão no Tertúlia de Sabores, clicando aqui. Garanto que lá está muito mais bonito :)

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Panquecas de maçã

Alguém que ressuscite Freud que eu preciso dele, ok? É que não entendo nadinha de interpretação de sonhos :)
Em vez de sonhar com gajos bons e tal... não, aparecem-me sempre umas manhosas pahh!
Passo a explicar: No dia seguinte à publicação das panquecas de banana sonhei que estava a fazer turismo rural em Piódão (só em sonhos, porque nunca lá fui e é um dos sítios de Portugal que mais quero conhecer), numa casinha típica mas inteiramente restaurada, com uma cozinha fantástica e resolvi fazer panquecas... de banana. Entretanto, decidimos (por acaso, acho que havia gajo por perto... não faço é ideia de quem seja, porque não lhe vi a cara!) descer à aldeia para nos encontrar com outras pessoas e subir a serra. Ora subimos o que não era serra, mas rochas e pedregulhos. Quando chego lá cima aparece-me a Daniela Ruah (mas eu nem vejo as novelas da TVI, onde é que o meu inconsciente andava para ir buscar esta gaja?) vinda não sei de onde, com um bando de modelos com o nalguedo a dar a dar, armadas em finórias. Ora eu, muito simpática (que sou, ok?) ofereci uma panqueca de banana para as magricelas provarem. Ahh e tal, o que é que leva, perguntava ela, e eu lá disse "banana e mel" e a gaja, mal agradecida, atira a minha panqueca ao ar.
Deves gostar pouco de panquecas e de banana deves! Malcriadona :)
Vai daí, não tenho mais nada, soltei o mau feitio (que tenho, admito!), arranquei um poste de sinalização de trânsito do cimento (eu armada em Hulk! Não sei se era sinal proibido, se era STOP, ou outro qualquer!) e pimba... levou com ele na tola que foi uma maravilha!
Tcharan... acordei he he

Isto tudo para dizer, Daniela... miúda, se não gostas de panquecas de banana toma lá estas de maçã e não digas que vais daqui! É que a próxima vez que te meteres nos meus sonhos, não é só com um poste que levas em cima, ok?

Estas panquecas foram retiradas do blog Crabby Cook e são panquecas fritas. Sei que não agrada a muita gente, a mim não me agradou, e tentei fazer sem o óleo mas não resultou. Têm mesmo que ser fritas e ficam uma delícia! Acho que a imagem diz muita coisa :) Para diminuir a culpa, usei um pouco de farinha integral. Não dá para muitas, se estiverem esfomeados só dá mesmo para uma pessoa. Obtive cerca de 6 panquecas pequenas.


Ingredientes:
1 ovo
1/2 colher (chá) de açúcar
1/4 chávena de leite
3 colheres (sopa) bem cheias de farinha (usei 2 de farinha normal e 1 de integral)
1 maçã, pelada e descaroçada
óleo vegetal para fritar

Preparação:
Usando um garfo, bata o ovo com o açúcar numa tigela. Junte o leite e depois a farinha. Parta a maçã aos cubos pequenos e junte-os à massa. A mistura deve ficar grossa mas fluída (tirei foto, não sei se dá para perceber como deve ficar!?), se necessário ajuste o leite ou a farinha.
Numa frigideira, aqueça cerca de 1/8 do óleo (esta parte não percebi, apenas coloquei óleo a cobrir o fundo) em lume médio. Quando estiver quente, junte uma colher da mistura e frite até ficarem douradas, virando-as uma vez, aproximadamente 5-7 minutos.
Deixe arrefecer ligeiramente e sirva com compota ou doce.


Servi com maçanada, depois coloco a receita. Polvilhei com açúcar e canela, ficaram deliciosas! Digam lá se não têm bom aspecto? São fritas, maravilhosas e eu espero sinceramente que o óleo vá parar ás náldegas da Daniela he he

Bom fim de semana!

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Salada de pepino japonês

Parece que o sol e o calorzinho voltaram e, nada melhor, que uma saladinha refrescante!
Encontrei no PD de Braga um pepino que nunca tinha visto, comprido e fininho (uiiii). Na etiqueta dizia pepino doce, custou 0,40€ e nem pensei duas vezes, trouxe-o comigo mesmo sem saber o que ia fazer com ele (sabia que era para cozinhar, ok?), nem como se preparava. Pena não ter os mesmos produtos em todos os PD.

Cheguei a casa e pesquisei, acho que o nome dele é mais pepino inglês ou pepino japonês, pois não encontrei qualquer definição de pepino doce e não é nadinha doce :) Pelo que li, vem embalado para não perder a água que tem na sua composição.
É muito parecido com o nosso pepino mas mais suave e sem sementes a incomodar. Gostei muito do resultado.
Encontrei a receita perfeita para ser testada aqui, digam lá se não fica uma salada bonita?

Ingredientes:
1 pepino inglês (ou japonês, desde que não tenha sementes)
1/4 chávena de vinagre de arroz (para mim é demasiado, reduzi para metade)
1 colher (chá) de óleo de sésamo
1/2 colher (chá) de açúcar
1/4 colher (chá) de sal
1 pitada de flocos de pimentão vermelho (não usei)
Sementes de sésamo pretas para polvilhar

Corte as extremidades do pepino e, depois, cortem o pepino ao meio para obter duas metades. Usando uma mandolina ou descascador de vegetais vá fatiando o pepino finamente e coloque-os numa bacia/tigela.
Combine o vinagre, óleo de sésamo, açúcar, sal e flocos de pimentão numa chávena e mexa até o açúcar dissolver. Prove e ajuste o tempero. Coloque por cima das fatias de pepino e mexa bem mas gentilmente.
Coloque numa travessa de servir e polvilhe com as sementes de sésamo.

Nota: Não fica doce, o açúcar é apenas para equilibrar o ácido do vinagre de arroz.

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Quero aproveitar para vos mostrar a minha nova pregadeira, que já não é muito nova porque já a tenho há mais de um mês :)
Mas não podia deixar de divulgar o excelente trabalho da Janinha que teve uma paciência incrível comigo he he
Pedi-lhe que me fizesse uma pregadeira com o meu Matias e, depois de algumas tentativas surgiu isto que se vê. Não é fofinho? Ela está a aceitar encomendas para o Natal, quem estiver interessado passe lá e veja as coisas fantásticas que ela tem :) Ahh e encomendem que não se vão arrepender! A Janinha é uma simpatia!
Juro que paguei a minha pregadeira, não estou a ganhar nada com a publicidade, ok? É só que... ela merece e achei os preços muito acessíveis :)

domingo, 25 de Outubro de 2009

Beringelas recheadas


Quando começo a preparar refeições vegetarianas, penso imediatamente nalgumas pessoas que conheço e questiono-me se iriam gostar de partilhar esta refeição comigo.
A Bárbara foi minha companheira de estágio e é vegetariana, tenho certeza que iria gostar disto :)
Depois penso na Borboleta, na Rute, na Sandra e na filha da Noémia :) Só não conheço pessoalmente a Borboleta, com muita pena minha, mas acho que isso vai mudar um dia destes e, quem sabe, estaremos a partilhar uns belos petiscos veggies!
Penso nelas porque tenho quase certeza que iam gostar desta beringela recheada muito simples, rápida e até barata já que não pede tofus nem sojas nem seitans ;) Ou seja, uma refeição perfeita para todos, vegetarianos ou não, desde que gostem de legumes, sementes e pão! A minha costela alentejana (de certeza que tenho uma costela alentejana e não é por causa do vagar he he) até vibrou com esta mistura.
Como sempre, a minha mãe partilhou comigo este prato e adorou, eu saboreei com muita calma todos os sabores misturados. Fiquei satisfeitíssima com o resultado, tanto com o visual como com o sabor. Quem diz que as comidas vegetarianas são sensaboronas, feias e desinteressantes nunca comeu boa comida vegetariana. Sou adepta e defendo este estilo de vida, apesar de não o praticar a 100%. Experimentem... os legumes são nossos amigos e os animais também :)


Ingredientes para 4 pessoas (eu fiz meia receita):
Tempo de preparação: 30 minutos
Tempo de cozedura: 20 minutos
Forno: pré-aquecido a 200ºC (termóstato 6)

2 beringelas arranjadas com cerca de 225 g cada
1 colher (sopa) de azeite
1 cebola média picada finamente
2 dentes de alho esmagados
125 g de cogumelos picados finamente (usei 1 lata pequena de 100g)
1 cenoura grande ralada grosseiramente
2 colheres (chá) rasas de manjericão seco
1 colher (chá) rasa de manjerona seca (não tinha, não usei)
125 g de miolo de pão integral esfarelado (usei uma fatia de pão integral com 100 g)
30 g de nozes do Pará, ou nozes do Brasil, picadas grosseiramente (não tinha, não usei)
1 colher (sopa) rasa de sementes de girassol
1 colher (sopa) rasa de pevides descascadas sem sal (usei pevides de abóbora)
Pimenta-preta moída na altura
100 g de queijo de cabra, cortado em fatias finas (a minha mãe não gosta deste queijo, substituí por mozzarela)
1 colher (sopa) rasa de pinhões (tenho que os guardar para o Natal he he Não usei)
Pés de manjerona fresca para enfeitar (troquei por azeitonas, é quase igual he he)

1. Corte as beringelas ao meio no sentido do comprimento e com uma colher retire a polpa, deixando a casca com uma espessura de 0,5 cm. Escalde as cascas em água a ferver durante 2 minutos e escorra (saltei este passo).

2. Aloure a cebola e o alho no azeite em lume médio durante 5 minutos. Junte os cogumelos, a cenoura, o manjericão, a manjerona e a polpa das beringelas cortada. Baixe o lume e deixe cozer 10 minutos sem tapar, mexendo frequentemente. Junte o miolo de pão, as nozes, as sementes e as pevides e tempere com pimenta.

3. Ponha as cascas de beringela num tabuleiro ligeiramente untado e recheie-as com o preparado anterior. Cubra com as fatias de queijo e polvilhe com os pinhões. Leve ao forno aquecido durante 2o minutos ou até o queijo derreter e o recheio ficar quente. Enfeite com os pés de manjerona e sirva.


Notas:
Também juntei alguns tomates cereja madurinhos apanhados do meu canteiro e refoguei com os outros ingredientes. Polvilhei o queijo com oregãos secos e espetei as azeitonas por cima.
Usei sementes de girassol caseiras, ou seja, os meus girassóis gigantes secaram no Verão e eu colhi todas as sementinhas. Não sei se dá para usar na comida mas eu usei e ninguém foi parar ao hospital he he
Coloquei uma pitadinha se sal mas se usarem todos os temperos acho desnecessário o sal.
Aprovada e para repetir quando voltar a época das beringelas!
Receita retirada do livro das Selecções, Boas Receitas Para Uma Boa Saúde.

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E agora mais um selinho. Este veio da Titózinha! Não vou passar a ninguém em particular mas vai para todos em geral (esta agora foi boa!) e as perguntas também já foram respondidas nos desafios anteriores. Quem quiser saber é só clicar na etiqueta dos desafios.

Bom Domingo e bom início de semana!

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Bolachas de aveia e coco

Outono pede biscoitos, certo?
Na verdade o ano inteiro pede biscoitos mas com calor não dá para ligar o fogão!
O problema maior é quando queremos fazer qualquer coisinha doce e faltam ovos em casa.
Piora quando o único mini-mercado da aldeia tenha decidido fechar há umas semanas atrás. Ovos, só a mais de 1 km de distância e não há vontade de sair de cada propositadamente para comprá-los. O que fazer? Procurar receitas que não levam ovos e cá está uma delas. O ovo não fez faltinha nenhuma :)

Biscoitos mais saudáveis, pouco açúcar, muita aveia, sem ovos e encontrei-os aqui. Os meus ficaram mais clarinhos porque o meu forno só tem gás por baixo e é irregulável, mas ficaram bem cozidos, apenas estão mais pálidos. Os flocos que usei eram dos finos e creio que, do blog de onde retirei a receita, foram usados flocos de aveia grossos.
Aqui em casa gostaram muito e passou a ser uma receita a fazer novamente e não só em casos de não ter ovos.
Luísinho, amigo, bem que podias fazer a mudança de sexo agora e começar a pôr ovos. Que achas, bicho? Sempre fazias render o dinheiro da ração! :)


Ingredientes:
1 chávena de farinha
1/2 colher (chá) de bicarbonato
1/2 colher (chá) de sal
1 chávena de coco ralado
1 chávena de flocos de aveia
1/2 chávena de manteiga
3/4 chávena de açúcar (usei menos)
2 colheres (sopa) de mel

Pré aqueça o forno a 180ºC.
Prepare e unte os tabuleiros.
Numa tigela grande junte a farinha, o bicarbonato e sal. Adicione depois a aveia e o coco.
Derreta a manteiga com o açúcar e o mel numa caçarola sob lume médio. Retire do fogão e deixe arrefecer por 2 minutos.
Deite na mistura de ingredientes secos e envolva com uma espátula.
Faça bolas do tamanho de nozes com a massa e coloque-as afastadas nos tabuleiros e achate-as ligeiramente com um garfo.
Leve a cozer por 15-20 minutos ou até estarem douradas. Deixe arrefecer no tabuleiro até estarem firmes.
Usando uma espátula, coloque-as a arrefecer numa grelha.

Notas:
Dá cerca de 25 bolachas.
A blogueira achou-as demasiado doces porque usou coco ralado adoçado. Eu usei o comum, acho que não é adoçado e não as achei muito doces. Gostei bastante!
São uns biscoitos macios, mas ligeiramente crocantes nas beiras.
Para quem tem e para quem gosta, podem substituir o mel por maple syrup/xarope de ácer. A blogueira de onde retirei as bolachas tinha xarope de ácer mas também resolveu usar mel porque sabia, de antemão, que lhe iam perguntar se dava para substituir. Como eu não tenho, tive mesmo que usar mel. Fica ao gosto de cada um :)
A massa espalha-se, portanto não se esqueçam de deixar algum espaço entre eles antes de os levarem ao forno.

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Do blog, do coração, dos ménages, tudo e tudo :) A Abóbora lançou-me este desafio.

As regras são:
- Postar o selo
- Responder a umas perguntinhas:
1. Cor de esmalte/verniz: vermelho, bordeaux, transparente e branco. As muito escuras e muito claras... tudo menos aquelas cores muito garridas que dão nas vistas.
2. Baton: cieiro porque sou alérgica a glosses, fico com os lábios empolados e comichosos :) Uma espécie de Angelina Jolie muito manhosa he he
3. Ama: animais, natureza, amigos e alguns familiares.
4. Odeia: quem não gosta de animais, da natureza, alguns familiares, ditadores, açambarcadores, estrupadores, caluniadores, estar doente, monumentos e casas ao abandono, lixo no chão, crianças que acham que nunca vão ser velhos e abusam de quem já é, pais que se demitem da sua função, armas, drogas, e mais uma série de coisas.
5. Música: de quase tudo, menos aqueles em que parecem estar aos berros e acabam com o meu sistema nervoso! Música pimba ou popular portuguesa também não dá. Só Quim Barreiros nas noites de queima e nas festarolas :)
6. Livro: uns quantos! A Espuma dos Dias, O Perfume, A peste, entre outros.
7. Meu maior sonho: que a minha vida não seja um pesadelo ;)

- Passar a 5 blogueiras:

Vai para as 5 primeiras que comentaram a postagem anterior!

Conceição - Baú da Conceição
Heloísa - Blog da Vovó... mas não só
Fátima - Comidinhas da Preta
Bela - Pratos da Bela
Leci Irene - Vida: histórias, glórias, casos e descasos...

Tá feito!
Continuação de boa semana a todos :)

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Compota das mil e uma noites


Finalmente o Outono chegou e com ele as castanhas, os dióspiros, as romãs, as maçãs e eu gosto disto tudo. É um fartote he he
Não tenho castanheiro, diospireiro, romãzeira nem macieira em casa mas, há sempre algum vizinho ou familiar que se lembram destes desgraçados e vão-nos alimentando os desejos outonais :)
Neste caso, as romãs e castanhas estão a ser gentilmente retiradas dos seus donos sem eles saberem he he
Roubar para comer não deve ser pecado, não pode! É que as romãs estão ao abandono e ninguém as colhe e as castanhas estavam caídas aos pés do castanheiro. Crime seria deixar os frutos ali... para outros colherem :)

As maçãs foram todas dadas, estas são daquelas meio rosadas ácidas e eu não sei o nome mas sei que são muito boas!
Com elas fiz esta compota duas vezes. Nesta deixei aos pedacinhos, na outra ralei mas confesso que prefiro assim como podem ver. Também fiz tartes (inclusive esta), panquecas, e outras coisinhas. A seu tempo vão aparecendo por cá!

Não me perguntem porque se chama das mil e uma noites (não me lembro que raio de história é esta e não me apetece pesquisar, mas devem ser mil e uma noites de amor, não?), só sei que quem a provou adorou!
Para quem aprecia sabores exóticos, esta compota casa bem com carnes brancas. Eu não experimentei mas sei que fica bem nas tostas, no pão e nos iogurtes!

Ingredientes:
1,200 kg de maçãs diversas
Sumo de 1 limão
800 g de açúcar (usei 600 g)
25 g de gengibre
2 colheres (café) de canela

Preparação:
1- Descasque as maçãs, corte-as ao meio, retire-lhes as sementes e os talos centrais e corte-as em cubos pequenos. Numa tigela, misture-os com o sumo do limão e água fria para não ficarem escuros.
2- Leve ao lume um tacho com o açúcar e 4 dl de água (reduzi para 2 dl), deixe ferver até formar bolas pequenas, junte os cubos de maçã, escorridos, o gengibre, descascado e picado muito fino, e a canela; deixe ferver 8 minutos (deixei mais, até ficar com consistência de compota mas sem os cubinhos se desfazerem todos) em lume forte, mexendo de vez em quando.
3- Retire do lume e deixe arrefecer antes de deitar nos frascos (eu faço ao contrário. Deito nos frascos ainda bem quente e tapo para criar vácuo e durar mais tempo).

Use e abuse... da compota e das mil e uma noites :)

Receita da Tele Culinária nº 1193.

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Ora bem, para quem não teve oportunidade de adquirir o "i", estas foram as maravilhosas sugestões doces que por lá apareceram, para além das panquecas de banana e aveia que sugeri:

Elvira´s Bistrot - Tarte de banana com coco
Rap'ó Tacho - Mousse de ananás
Receitas da Patanisca - Semi-frio de marmelada e nozes
Pratos e Travessas - Bolo de chocolate em mousse
Sabores de Canela - Mango Fool

Deste modo, todos podem ter acesso às receitas já com as fotos também :) Há para todos os gostos, das tartes às mousses, dos bolos aos biscoitos, do chocolate à fruta... é só escolher! Mais uma vez, parabéns a todos os participantes e obrigada ao Pedro Rolo Duarte por me ter convidado!

sábado, 17 de Outubro de 2009

Panquecas de banana e aveia

Esta é a receita que sugeri e que saiu hoje no jornal "i". Para quem já o comprou, aqui está a foto das panquecas :) Mais uma vez, agradeço o convite e convido todos a lerem as outras sugestões que alguns colegas da blogosfera fizeram!

O Outono pede pequenos-almoços e lanches bem quentinhos. Nada melhor que umas panquecas saborosas e, o melhor de tudo, ricas em fibras e sem grande adição de açúcares.
A banana, esse fruto maravilhoso que eu não gosto nada ao natural (isto soa muito mal se levarmos para outro campo, mas vamos manter-nos na culinária, ok!?), fornece parte do açúcar necessário para adoçar estas panquecas e o mel complementa-as. Para quem se preocupa com a linha, já que no Inverno algumas pessoas tendem a acumular gordurinhas indesejadas, estas panquecas são feitas com farinha integral e aveia. Excelentes fontes de fibras e muito saudáveis.
Resumindo: não há desculpas para não as fazerem. Além do mais... são super rápidas!

Aqui têm uma fonte de energia rápida e, convenhamos, é mesmo do que precisamos para levantar da cama e enfrentar os dias mais frios e deprimentes.

Precisamos de uma banana madura em puré (desfaçam-na com um garfo que serve perfeitamente), polvilhem-na com meia colher de chá de fermento, uma pitadinha de sal e duas colheres de sopa de mel. Misture uma colher de sopa de óleo (se preferirem, podem usar manteiga), um ovo e três colheres de sopa de leite. Junte meia chávena de flocos de aveia e meia chávena de farinha integral.
Se a massa ficar muito pesada misture mais um pouco de leite. A consistência não deve ser nem muito líquida nem muito grossa.
Unte uma frigideira com um pouco de manteiga, vá deitando a massa até preencher o fundo e deixe cozinhar virando-as para cozerem dos dois lados.
Dá para cerca de seis panquecas.
Depois de prontas, servi-as com mel mas um pouco de canela moída também não fica nada mal :)

Digam lá: a vida sem panquecas não tem piada nenhuma, pois não? ;)

Receita retirada do blog Gild the Lily, cujo passo a passo podem ver aqui.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Pão Brioche de iogurte com cranberries


Sem pão é que não dá para viver e, os mais chiques, não vivem sem brioche :)
É um pão doce que, por si só, é muito agradável! Nem precisa de ser barrado com nada, é uma questão de gosto pessoal. Neste caso, optei por juntar à massa, cranberries/arandos secos e o resultado não poderia ser melhor. Quem preferir uvas-passas pode juntá-las perfeitamente à massa, assim como pedacinhos de chocolate ou frutos secos como nozes ou avelãs. Fiz mais que uma vez e simples também fica excelente!
Já vi esta receita de brioche nalguns blogs. Creio que o original é da Nanda mas os brioches mais bonitos vi-os aqui e, por causa deles, ganhei vontade de testar esta receita.

É com este brioche que participo no Dia Mundial do Pão/World Bread Day 2009


world bread day 2009 - yes we bake.(last day of sumbission october 17)


Fi-lo numa forma de bolo inglês e a massa cresceu tanto que, quando deI conta, já estava a tocar no tecto do forno :)
Ao retirar saiu com um sorriso torto no topo he he Cuidado, o melhor é dividir a massa em duas formas ou colocar na parte de baixo do forno, senão a coisa pode dar para o torto!

Ingredientes:
2 iogurtes naturais
1 ovo
2 colheres (chá) de açúcar baunilhado
80 g de açúcar
1/2 colher (chá) de sal
500 g de farinha (usei 400 de farinha 65 e 100 de farinha integral)
50 g de margarina à temperatura ambiente
22 g de fermento fresco
Açúcar para polvilhar
Cranberries secas q.b.

Preparação:
Colocar os ingredientes na cuba e seleccionar o programa "massa". No final, retirar a massa com as mãos enfarinhadas e dar a forma desejada ao brioche. Se quiser usar as cranberries ou outros frutos secos, incorpore-os agora na massa e envolva bem. Coloque na forma e deixe repousar e crescer mais 45 minutos. Pincele os brioches com manteiga e polvilhe com açúcar. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC até os brioches dourarem.


A massa fica super aberta e muito fofa, um pão muito agradável ao pequeno-almoço e ao lanche :)
Acho que vou virar Caco Antibes ou Maria Antonieta e pedir brioches (não se esqueçam do "i" pelo amor de Deus, senão sai outra coisa!!!) todos os dias de manhã :)

Participem e alimentem esta ideia! Enviem a vossa sugestão para este post que está no blog da Zorra. Preencham o formulário e festejem o dia!

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Salada de legumes grelhados

O calor voltou e, se bem se lembram, pela altura do encontro de Lisboa, parecia que estávamos no deserto! Depois do encontro fui ter com a minha homónima amiga e ex-futura-cunhada (que pena!!!) ao Bairro Alto e depois seguimos até ao Rego (salvo seja! É Rego localidade e não aquele rego onde entra o fio dental he he) onde conheci o seu novo apartamento e a gata gorda Olívia (se ela vê isto mata-me!) mais conhecida como Paçoquita :)

As pernas de frango caseiro já estavam prontas para ir ao forno e ela lá começou a preparar os legumes para fazer esta saladinha. Entretanto diverti-me a passar os olhos nas dezenas de livros de culinária que ela tem :)

Depois de provar só tive uma palavra: espectacular! Pedi que me enviasse a receita por mail e aqui está ela sem tirar nem pôr. Só sei que a receita é de um livro de legumes das Selecções do Reader´s Digest.

Aí vai... tal como me chegou pelo mail! A vermelho escrevi os meus comentários :)

salada de legumes grelhados
agradável ao paladar e benéfico para o coração, este prato é uma composição mediterrânica rica em vitaminas e fitoquímicos.

para: 6 pessoas
preparação: 30 minutos
cozedura: 30 minutos

1 beringela
1 bolbo de funcho pequeno (200 gr) (não havia lá em casa e aqui também não há)
1 courgette-amarela (aqui não encontro, usei apenas 1 verde, no Rego também não havia)
1 courgette-verde
2 colheres de sopa de azeite
1 pimento-vermelho cortado ao meio
3 tomates-chucha cortados ao meio e sem sementes (não usei)
2 dentes de alho em lâminas
1/2 colher de café de oregãos secos
1 1/2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
sal


1. aqueça uma chapa grelhadora canelada. corte a beringela, o funcho e as courgettes no sentido do comprimento em fatias com 1 cm de espessura. pincele-as com um pouco de azeite e tempere com sal.

2. coloque o pimento com o lado da pele no grelhador durante 4 a 5 minutos, ou até ficar chamuscado e com bolhas. grelhe a beringela, o funcho e as courgettes durante 4 minutos, ou até ficarem com as marcas do grelhador. vire os legumes e deixe as courgettes grelharem mais 3 minutos, e a beringela e o funcho, mais 5 a 6 minutos. (Coloquei tudo junto no grelhador, a beringela é a que demora mais tempo).

3. pincele ligeiramente os tomates-chucha e grelhe-os, com os lados cortados para baixo, durante 3 minutos, ou até ficarem com as marcas do grelhador.

4. numa frigideira pequena, aqueça o azeite em lume médio. salteie o alho e os oregãos durante 1 minuto e tempere com sal. deixe arrefecer ligeiramente e misture o vinagre balsâmico. (este molho é estupidamente delicioso. Vou experimentar noutras saladas, é mesmo muito bom!)

5. retire a pele ao pimento (não retirei e não acho que seja necessário) e corte-o em tiras compridas. corte os outros legumes em pedaços. misture-os numa saladeira, regue com o molho e mexa para envolver. sirva à temperatura ambiente.

por pessoa: 90 calorias; 2,4 g de proteínas; 6 g de hidratos de carbono; 6,3 g de gorduras (1 g saturadas); 0 mg de colesterol; 3,4 g de fibras; 500 mg de potássio.

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eu faço algumas alterações:
- corto os legumes em fatias, e depois de grelhados em tiras (também fiz assim)
- e ponho a beringela com sal a escorrer para tirar o ácido, antes de grelhar (igualmente)
- tb grelho cebola (fica óptimo, adoro) (idem aspas)
- e não costumo fritar o alho no azeite, daí o mau hálito (eu fritei, ficou muito melhor e sem hálito!)
- se misturares tb queijo feta aos quadrados fica uma ainda mais deliciosa e completa refeição (eu queria mas cá em casa ninguém gosta, só eu! E tu também não me deste feta mas fizeste-me uma grande festa he he)

eh eh (este eh eh é dela, o meu é he he)

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Aproveitem o calor e façam, altamente recomendada por duas possuídas que gostam muito de legumes ;)

Agora queria avisar-vos que na próxima sexta-feira será a 4ª Edição do World Bread Day/ Dia Mundial do Pão e, como muitos de nós gostam de um belo pãozinho, que acham de participar? O tema é livre, podem fazer qualquer tipo de pão, desde que seja pão. Podem também comprar o pão e falar acerca dele. É da vossa preferência :)
A Moira, tem um post aqui que explica bem o desafio e contém as regras. Participem!

Também quero avisar que, no próximo dia 17 de Outubro, Sábado, vai sair um artigo na revista do jornal "i" dedicado aos doces e, algumas bloguistas desta "praça" foram convidadas/desafiadas a apresentar uma receita. Quem estiver interessado já sabe, comprem o "i" e deliciem-se :)
Se as vendas do "i" dispararem, será que tenho direito a uma percentagem? he he

E por hoje é "só" isto tudo!
Até sexta... para o pão ;)

domingo, 11 de Outubro de 2009

Vi-me negra para cá chegar...

... mas lá consegui algo no tom pretendido!
É a minha cor de eleição, adoro preto. Embora digam que as pessoas que vestem preto são sempre mais depressivas, eu sinto-me confortável de preto e nunca me comprometo :)

Estes filetes foram feitos ontem ao almoço. Fiz apenas para mim porque achei que mais ninguém estaria interessado em comer coisas pretas, parecem queimados e são muito pouco apelativos.
Confesso que gostei de os fazer e de os comer, embora o pessoal olhasse para mim com um ar muito desconfiado. Apenas sorri e mostrei-lhes as sementes de gergelim pretas que me repousavam nos dentes he he

Tenham cuidado se quiserem fazer algo parecido num jantar social, façam com sementes de gergelim/sésamo claras ou levem fio dentário (só para não confundir com aquele fio dental que anda metido nos regos he he), caso se queiram rir com a boca toda, tal como eu faço :)

Esta é considerada uma refeição saudável e eu concordo plenamente. Não foi usado nenhum sal e isso é muito bom. A receita original pedia filetes de linguado mas não ando a usar muito disso ultimamente, se é que me entendem ;) O gergelim era o mais comum mas, como é óbvio, troquei-o pelo preto.
Não tivesse eu ido a Lisboa e as manas Marques me tivessem mostrado os caminhos da Mouraria e não teria sementes pretas suficientes para os filetes! Tudo se proporcionou para eu conseguir um pretinho básico :)

Frango com sementes de gergelim

Para 4 pessoas
Tempo de preparação: 15 minutos, mais 30 minutos no frigorífico
Tempo de cozedura: 4 minutos

3 colheres de sopa rasas de farinha
6 colheres de sopa rasas de sementes de gergelim
2 colheres de chá rasas de mostarda de Dijon
2 colheres de sopa de polpa de tomate caseira (usei de compra)
1/2 colher de chá rasa de estragão seco ou 1/2 colher de chá de tomilho seco
0,5 dl de leite magro
4 filetes de linguado sem pele, cada um com 150 g (usei filetes de peito de frango)
1 colher de sopa de azeite
Rodelas de limão para enfeitar (também as uso, adoro sumo de limão nos filetes)

1. Misture bem a farinha com as sementes de gergelim e espalhe num prato raso.
2. Num prato pequeno, misture a mostarda com a polpa de tomate e o estragão até obter uma pasta.
3. Deite o leite num prato de sopa. Passe um filete pelo leite. Barre um dos lados com um pouco da pasta de tomate e mostarda. Ponha o filete sobre a mistura de farinha com o lado barrado para baixo. Barre o outro lado com a pasta e passe-o na farinha. Coloque o filete preparado num prato.
4. Prepare os outros filetes da mesma forma, cubra-os e leve ao frigorífico durante 30 minutos para a cobertura tomar consistência.
5. Ligue o grelhador em lume forte e unte a grelha com azeite. Coloque os filetes na grelha, pincele-os levemente com azeite e leve a grelhar durante 2 minutos. Vire os filetes com cuidado, pincele-os com azeite e deixe grelhar durante mais 2 minutos. Baixe a temperatura se as sementes de gergelim começarem a torrar muito rapidamente. Disponha cuidadosamente os filetes numa travessa aquecida e enfeite com rodelas de limão.

Notas:
-Receita retirada do livro "Boas receitas para uma boa saúde".
- Por pessoa: Calorias - 285; Total de gordura - 15 g; Gordura saturada - 2 g; Sódio - 265 mg; Açúcar adicionado - 0 g.
- No livro aconselham a servir com rodelas de tomate e ervilhas tortas. Não tinha, servi com bróculos cozidos ao vapor.
- É uma receita bastante simples e muito rápida, já para não dizer que saiu bastante barata.

Bom Domingo a todos! Vou ver se a coisa está preta por essa blogosfera fora ;)

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Bolo bundt de matcha e chocolate

Mais uma receita meia verdinha, porque verde é esperança e eu ainda espero muita coisa boa da minha vida :)
Espero, por exemplo, conseguir fazer uma receita para o dia preto porque, até agora, ainda não fiz nada e a que tenho pensada fazer, não sei se me irá correr bem.
Espero conseguir encontrar matcha para conseguir fazer todas as outras receitas que guardei para, um dia, experimentar.

A saga do matcha não termina por aqui, ainda tenho mais uma receita para publicar mas, hoje, fica esta.
Para quem não tem matcha, não desespere, usem outro aromatizante ou, até um corante para dar cor à massa.
Quando vi esta receita e o interior do bolo, decidi que tinha que fazer. O resultado do meu não foi igual porque não soube misturar as massas, mas o sabor deve ser igualzinho :)

Queria traduzir o "bundt" para português mas não encontrei tradução. Bundt é, simplesmente, a forma que se usa, uma forma bundt... forma em anel se quiserem!
Por acaso tenho uma e adoro-a :) Podem ver foto da minha aqui, quando eu ainda era uma criança e não sabia se ela dava para bolos ou se era só para pudins. Felizmente, decidi-me a usá-la nos bolos, sem saber que era uma forma bundt.

Se ainda houver alguém que não saiba o que é matcha, faxavor de usar o Google ou ver a etiqueta ali ao lado que diz Matcha, ok? E façam o bolo, com ou sem matcha :)


Ingredientes da mistura de chocolate:
1 1/2 chávena de farinha
1/2 chávena de cacau
1 1/2 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal

Ingredientes da mistura de matcha:
1 1/2 chávena de farinha
2-3 colheres (sopa) de matcha
1-1/2 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal

Ingredientes líquidos:
3 chávenas de açúcar (whatttt? usei 1 1/2 e ninguém disse que estava pouco doce)
1 chávena de manteiga à temperatura ambiente
3 ovos à temperatura ambiente
1 3/4 de leite à temperatura ambiente
1 colher (chá) de baunilha

Preparação:
Unte uma forma de anel/buraco com manteiga e polvilhe-a com cacau.
Pré-aqueça o forno a 325 F (cerca de 162º C. Eu coloquei no mínimo)
Misture os ingredientes secos da mistura de chocolate e reserve.
Faça o mesmo noutra tigela com a mistura de matcha.
Usando uma batedeira, bata o açúcar e a manteiga. Junte os ovos, o leite, a baunilha e misture até combinar.
Divida a mistura em 2 tigelas/bacias. Lentamente adicione a mistura de chocolate a metade do líquido e envolva. Faça o mesmo com a mistura de matcha.
Coloque colheradas na forma, alternando as massas. Para um efeito marmoreado passe uma faca suavemente pelas duas massas num movimento circular.
Leve ao forno por cerca de 1 hora.

Fica um bolo bastante grande e muito bom. Tenham em atenção o forno e vigiem o bolo passados 30 minutos. Apesar de grande, comeu-se num instantinho! Polvilhei-o com açúcar em pó depois de arrefecer.

Até Domingo... se eu desencantar algo preto para comer :) Oxalá não seja carvão!

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Dourada com limão

Como o tempo já arrefeceu e já não custa ter o forno ligado, aqui vai uma receita com um dos meus peixes favoritos, aliado ao maravilhoso sabor e aroma do limão!
É uma receita bastante simples e, depois de estar no forno, podem fazer o que bem vos apetecer porque não precisa de vigia constante. O Matias sim, precisa de vigia constante... o peixe se se atirar ao poço salva-se já que sabe nadar. O Matias... não sabe nadar yoooo :)

Pela toalha até parece Natal mas, cá em casa... é quando uma mulher quiser (já que os homens não fazem ponta de corno, nem sequer estender a toalha na mesa!) e a toalha tem uso todo o ano. Deve ser para tentar manter o espírito de fraternidade, alegria, entreajuda.
O raio da toalha deve estar estragada... é que nem sempre resulta ;)

Foi servido com as batatas maravilha do Jamie Oliver!
Haja um que cozinhe por todos os homens que só querem comer :)
Hoje estou caustica! Perdoem-me todos os homens que ajudam as mulheres, vestem o avental (diz que alguns é só mesmo avental he he) e manejam os tachos com eficiência! Felizmente, conheço alguns. Só tenho pena que não vivam cá em casa.

Não me levem a mal, eu gosto de cozinhar (adoro!), mas uma folga de quando em quando sabe bem e, se não cozinham, pelos menos ponham a mesa e lavem a loiça, sim? Também não sou sempre eu que cozinho, a minha mãe é a minha aliada nas incursões culinárias!

Siga a receita que já divaguei e isto era para ficar bem curtinho!

Ingredientes:
4 douradas
4 limões
2 cebolas médias
2 tomates maduros (usei uma lata de tomate pelado)
2 dl de azeite
1 dl de vinho branco
sal, pimenta, salsa q.b.

Amanhe as douradas e tempere-as com sal e pimenta.
Com um canelador, faça cortes à volta do limão (isto é só para ficar mais bonito e dar mais um bocado de trabalho. Saltei esta parte), corte-o em rodelas e coloque-as sobre o peixe.
Prenda cuidadosamente com fio de cozinha (usei as bandas de silicone, mas não resultou muito bem porque o peixe é escorregadio e as bandas também).
Descasque as cebolas e corte-as em gomos, assim como o tomate. Coloque-os no fundo de uma assadeira e sobreponha-lhe as douradas.
Regue com o azeite e o vinho e leve ao forno, a 180º C, entre 35 a 40 minutos. Sirva o peixe, decorado com salsa em rama.

Notas:
- Receita retirada da compilação da VIP "Alimentos com história" da Impala.
- É sugerido que seja colocado um raminho de alecrim ou tomilho na barriga das douradas. Eu faço sempre isso com quase todos os peixes que asso. Normalmente, uso sempre alecrim e tomilho, foi o que fiz.
- A quantidade de douradas depende do tamanho delas e de quantas pessoas vão comer. Só assei três mas eram grandes.
- O limão larga bastante líquido. Mesmo que achem que tem pouco líquido antes de ir ao forno, não se preocupem. Depois vai largar muito sumo.
- Esqueci-me da salsa.
- Gostei muito do resultado. Ficou muito saboroso! Acho que resultará bem com outros peixes.

Continuação de boa semana ;)

domingo, 4 de Outubro de 2009

Tarte norueguesa de maçã


Não vou dizer muita coisa a não ser: façam! As maçãs estão aí e precisam ser usadas. Esta tarte é uma das melhores que já provei até hoje. Recomendo vivamente!
Ainda estou a recuperar do susto e as palavras não fluem como eu queria. Mas, esta tarte só precisa de "hummm's" e de ser saboreada com satisfação. É uma tarte com consistência de pudim mas com uma casca crocante que lhe dá todo o encanto. Fiz algumas alterações mas a receita veio daqui.
Quero só dizer que a cor da tarte é a que aparece na segunda fotografia. A primeira ficou pálida, deve ter sido do susto :)

Ingredientes:
250 g de açúcar (diminuí para 200 e achei muito doce mas depende do gosto de cada um)
100 g de manteiga
150 ml de leite
3 ovos
125 g de farinha
4 maçãs descascadas e cortadas em gomos grossos (reserve-as mergulhadas em água com limão)
1/2 colher (chá) de noz-moscada (substituí por canela moída)

Pré-aqueça o forno a 180 ºC, marca 4 do fogão a gás.
Bata 200 gr do total de açúcar com os ovos até obter um creme fofo. Leve o leite ao lume com a manteiga até esta derreter. Junte a mistura de leite e manteiga ainda quente ao creme de ovos e ligue bem. Junte a farinha peneirada e mexa com uma vara de arames para não ficar com grumos. Numa tarteira espalhe os pedaços de maçã e cubra-os com o creme doce. Polvilhe a tarte com os restantes 50 g de açúcar e a noz-moscada.
Leve ao forno a cozer na prateleira do meio por 25 minutos. Sirva quente ou frio.

Eu prefiro a tarte fria. Como para mim ficou muito doce, quente acaba por ser mais enjoativo. Mesmo assim, é para repetir muitas vezes. Os noruegueses estão de parabéns :)

Bom Domingo e bom início de semana!

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Espetadas de frango com sumac e iogurte


Hoje vai ser rápido porque ainda estou a recuperar do choque desta manhã. O Matias lembrou-se de cair ao poço, achei que ele morria e desatei a chorar desalmadamente. Quando ele já estava a perder as forças o meu irmão e a Cristina conseguiram puxá-lo para cima com o balde. Obrigada a vocês por não desistirem dele!

Estou traumatizada com a visão de espreitar para o poço e ver o gato a afogar-se! Não me apetece fazer nada, nem sequer escrever mas, estas espetadas merecem ser publicadas e, afinal, o Matias está são e salvo depois de ser aquecido a secador e a calor humano... e a secador outra vez, porque as minhas lágrimas são molhadas :)

Aqui em casa é assim... as leis de Murphy andam à solta. Se já está mau, acaba por piorar e nós... vamos levando!

Para as espetadas:
Cubos de peito de frango (o peito de um frango deu para 2 pessoas), temperados com sal, sumac e uma colher de sobremesa de iogurte natural.
Deixa-se marinar por 1 hora.
Colocam-se os cubos nos espetos (que devem fica de molho em água fria por 1 hora) e leva-se a grelhar, besuntando-os com uma mistura de iogurte e azeite. Deixe a carne cozer e ficar dourada. Sirva com salada e quartos de limão.


Bom fim de semana a todos e mantenham os gatos afastados dos poços, ok? Eu vou tentar relaxar para ver se os joelhos deixam de tremer!


Notas:
- A receita veio daqui;
- Já apresentei o Sumac aqui;
- Resolvi colocar pimento vermelho e uns snacks de salame de alce fumado que a TitiSu comprou no Ikea e me ofereceu! Tadinho do alce... só me lembra as renas do Pai Natal :)

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Pizza à Minhota


Gostava que a minha máquina fotográfica (se é que se pode chamar máquina fotográfica à coisa que vai tirando umas fotos) captasse esta pizza como ela merecia. Pela altura do último encontro na Invicta trouxe um presente de aniversário adiantado, o livro "Pizza" do John Lanzafame. Foi no livro que me inspirei para criar esta pizza que tem muito do Minho. Porquê?
Tal como Lanzafame diz, devemos estar à vontade para dar o nosso toque pessoal. Ele faz pizzas ao modo dele e nós devemos fazê-las à nossa maneira :)
Eu fiz e não estou nadinha arrependida! Não fosse este senhor campeão mundial de pizzas! Assim, peguei em carne de rojões à Moda do Minho que tinha sobrado, piquei-a e utilizei-a nesta pizza que vos apresento.

Os tomatinhos da receita abaixo foram ao lume, juntei-lhes meia chávena de água, oregãos a gosto e deixei apurar. Depois foi só triturar com a varinha mágica e a pele rija transformou-se numa das melhores pizzas que já comi.

A massa é muito simples e atrevi-me a fazê-la na máquina do pão. Resultou na perfeição!
Ora vejam :)

Massa simples:
Faz 170 g de massa (para uma pizza de 30 cm)

1 colher (chá) de fermento seco (com fermento fresco também funciona bem)
1 colher (chá) de sal
100 ml de água morna
2 colheres (chá) de azeite, mais um pouco para olear
160 g de farinha simples, peneirada

Ponha o fermento, o sal e a água morna numa tigela pequena e mexa até os elementos estarem ligados. Vá deitando o azeite gradualmente, à medida que vai mexendo e, depois, deixe repousar num sítio quente durante 10 minutos ou até se começarem a formar bolhas.

Junte a farinha e amasse durante 15 minutos ou até a massa estar lisa e elástica. Pincele o interior de uma tigela grande com azeite, ponha a massa na tigela, tape com um pano limpo e deixe levedar num sítio livre de correntes de ar entre uma e uma hora e meia, ou até a massa ter duplicado de tamanho.

(Quem tiver MFP pode apenas colocar a mistura liquida de fermento na cuba da MFP, juntar a farinha, ligar no programa "massa" e deixar até o programa terminar).

Dê uns socos na massa para expulsar algum do ar que contém. (Nesta fase a massa pode ser tapada com película aderente e ficar de um dia para o outro no frigorífico ou ser congelada. Deixe voltar à temperatura ambiente antes de continuar).

Ponha a massa num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal, tape e deixe fora das correntes de ar durante 15 minutos ou até voltar a crescer pelo menos metade do tamanho actual. A massa está pronta a ser usada.

O mestre Lanzafame diz que deve ser usada uma pedra para pizza ou tabuleiro de ferro fundido no forno e pré-aquecer a 250ºC.
Eu não tenho pedra, usei o tabuleiro do forno que aparece na foto.

Polvilhe ligeiramente a superfície de trabalho com semolina e estenda a massa num diâmetro de 30 cm. Passe-a para o tabuleiro e pique toda a superfície da base com um garfo. Barre a base com o molho de pizza (usem um do vosso agrado ou façam o do Lanzafame: é só pegar em 250 ml de tomates em conserva e 1 mão cheia de manjericão ou oregãos e colocar num processador, tempere a gosto e pique até estar homogéneo), polvilhe com salsa e com os rojões picados. Espalhe queijo ralado por cima, mais salsa e leve ao forno até a base estar dourada e estaladiça!

Adorava que as minhas pizzas se parecessem com as da Canela, mas já é bom poder comê-las, parecê-las é um pormenor :) Obrigada a ti pela constante inspiração!

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Salada de tomates moonblush com duas alfaces, brie e hortelã

A foto ficou uma tristeza, não gostei dos tomates da Nigella (salvo seja!) no forno, pois aconteceu-me o que mesmo que a algumas pessoas. Ou seja, era suposto os tomatinhos secarem a noite toda no forno aquecido e depois desligado, mas de manhã estavam quase como lá os tinha deixado. Foi impossível comer a pele que ficou dura como cornos. Não sei como são os tomates ingleses mas os portugueses são de pele rija he he
Deveria ter ligado o forno outra vez mas não me apeteceu. Portanto, vou partilhar a minha experiência e a receita que é muito boa com tomates sem irem ao forno ou, idos a um forno mais potente que o meu. Para descomplicar, façam tudo ao natural que também fica uma delícia :)

Como o calor persiste aí vai mais uma saladinha!

Para os tomates moonblush que é como quem diz, feitos à luz do luar:
500 g (cerca de 24) tomates-cereja ou outros tomates bebé
2 colheres (chá) de sal Maldon ou 1 colher (chá) de sal de mesa
1/4 colher (chá) de açúcar
1 colher (chá) de tomilho seco
2 colheres (chá) de azeite

1. Pré-aqueça o forno a 220 ºC/gás 7
2. Corte os tomates a meio (uiiiii!) e coloque-os com o lado cortado para cima, num prato de ir ao forno. Polvilhe com sal, açúcar, tomilho e o azeite.
3. Coloque-os no forno e desligue-o imediatamente. Deixe os tomates no forno durante a noite ou durante um dia, sem abrir a porta.

Por acaso gostava de saber se alguém já fez esta receita da Nigella e qual o resultado. Ou se alguém a vai fazer :) Era bom ter mais opiniões acerca dos tomates!

Para a salada:

200 g de folhas de rúcula ou espinafres (usei alface roxa e branca frisadas)
2 embalagens de 100 g de queijo de cabra macio, como o Chavroux (foi mesmo Brie)
1 receita de tomates moonblush (acima)
1 colher (sopa - 15 ml) de sumo de limão
2 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
2 colheres (sopa) hortelã acabada de cortar

1. Disponha as folhas verdes num grande prato, retire conchas de queijo macio de cabra e espalhe-as pelo prato.
2. Junte as metades de tomate moonblush, cozinhadas e intensamente vermelhas (dramática ela he he).
3. No mesmo prato em que os tomates assaram, misture o sumo de limão e o azeite e verta sobre a salada.
4. Polvilhe com a hortelã cortada.


Apesar de não termos gostado dos tomates, usei-os para fazer um molho de pizza que ficou altamente :) Desperdício nunca!

domingo, 20 de Setembro de 2009

Bolo mármore de chocolate branco e matcha

"O nosso amor é verdeeeeee

Cliquem se quiserem rir um bocadinho com esta pérola da música portuguesa :)

Não deixem de ouvir esta ode ao matcha/chá verde he he

Os bolos que tenho feito saem todos com tonalidade verde, porque o matcha tem a validade muito curta e tem que ser usado. Além do mais, ficam uns bolos lindos - na minha modesta opinião -, muito bons e tenho umas quantas receitas que quero provar e, infelizmente, não tenho acesso a matcha, por isso tenho que o usar agora!
Este que vos apresento tem a particularidade de levar chocolate branco na massa, que lhe dá um sabor e textura fantástica. Nunca tinha feito nenhum bolo com chocolate branco e fiquei fã.
Quem tiver matcha, aconselho a experimentar esta sugestão que retirei do Pecado da Gula, mas que também já vi noutros blogs. É sinal que é realmente delicioso :)

Ingredientes:
3 ovos grandes
180 g de farinha de trigo
80 g de chocolate branco em tablete
120 g de manteiga sem sal
150 g de açúcar (usei apenas 100)
1 pitada de sal
1 1/2 colher (chá) de matcha
1 colher (chá) de fermento em pó

Preparação:

Derreta a manteiga.
Coloque o chocolate branco picado numa tigela refractária e derreta em banho-maria.
Peneire a farinha com o fermento.
Unte e enfarinhe uma forma de bolo inglês e forre com papel vegetal. Pré-aqueça o forno a 170ºC.
Bata os ovos com o açúcar na batedeira até ficar uma mistura fofa e clara.
Junte a farinha com o fermento e misture manualmente com um fouet. Junte o sal e a manteiga derretida e misture.
Divida a massa em 2/3 e 1/3. Junte o chocolate derretido ao 2/3 reservado e o matcha ao 1/3.
Coloque metade da massa branca na fôrma. Despeje a massa verde por cima e termine com o resto da massa branca.
Com um garfo faça movimentos escavatórios na massa, misturando-a levemente.
Leve ao forno por cerca de 50-60 minutos. Faça o teste do palito para verificar. Cubra com papel de alumínio caso não esteja pronto mas esteja a ficar corado por cima. Retire e deixe amornar alguns minutos na forma antes de desenformar.

Bom resto de fim de semana a todos e bom início de Outono para quem está no hemisfério Norte :)

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Salada de arroz

Como não tenho publicado nenhuma saladinha ultimamente :), para desenjoar, aqui vai uma que me surpreendeu bastante pela positiva!
Eu não sou muito de arroz, sou mais de batatas, mas esta salada ficou uma maravilha e, pela primeira vez em muitos anos, voltei a provar salsicha mas com atum também fica bom.
Não segui nenhuma receita à letra, mas baseei-me nesta e cheguei a este resultado que agradou ao pessoal. É sempre bom quando os ranhosos comem estas sugestões diferentes :)
Usei arroz integral mas podem usar o comum.

Ingredientes:

Arroz cozido
Tomate sem pele e sem sementes cortados em cubos
1 pimento vermelho em cubos
1 cenoura ralada
1 lata de salsichas

Molho:
3 colheres (sopa) de azeite
1 dente de alho picado
1 colher (sopa) de vinagre
1 colher (sopa) de mostarda (usei Dijon)
sal e pimenta a gosto
salsa picada

É só misturar os ingredientes da salada, à parte misturar os ingredientes do molho e colocar por cima da salada. Envolver bem e servir.

Bom resto de semana ;)

domingo, 13 de Setembro de 2009

Salada roxa


Finalmente :)
Há mais de um mês que tenho esta receita preparada, porque sou completamente despassarada e achei que era para publicar em Agosto he he
Ora cá estamos no muito falado dia roxo, uma cor que me agrada!
Esta salada ficou um espectáculo, por isso nem inventei mais nada para este dia. Ainda por cima leva bacon e batata... boa, boa, boa!

Quem não quiser juntar a batata e a maionese, faça só a couve roxa salteada com o bacon que obtem um excelente acompanhamento. Por isso tirei fotografia a meio da receita, depois da couve estar salteada, fica com muito bom aspecto (foto acima). Depois de juntar a maionese o aspecto não fica tão bom, mas o sabor é tudo! Os gajos da casa torceram o nariz quando viram mas, depois de provar... não sobrou nada. Portanto, não negue à partida uma salada roxa que desconhece, ok?

Bem fresquinha e não há calor que resista :)
Já não faço a mínima ideia do que servi com esta salada mas fica ao gosto de cada um.


Ingredientes:
1 kg de batata em cubos
200 g de bacon em cubos
2 chávenas de couve roxa fatiada bem fina
sal, pimenta e salsa picada a gosto (salsa não tinha mas, um mês depois, já tenho. Finalmente!)
1 chávena de maionese (usei meia e acho que chegou)
200 g de natas (usei menos e acho até que pode ser omitida)

Cozinhe a batata em água a ferver com sal por 10 minutos ou até amaciar. Escorra.
Aqueça uma frigideira grande e refogue o bacon por 5 minutos. Despeje a couve e refogue por 3 minutos para murchar levemente. Tempere com sal e pimenta e deixe arrefecer. Misture a maionese, o repolho com o bacon, as natas, a batata e tempere com sal e pimenta. Despeje num recipiente e polvilhe com salsa. Leve ao frigorífico por, no mínimo, 2 horas antes de servir.


Notas:
- Para ver se a batata está cozida, espete uma faca. Se a batata cair da lâmina da faca, já está pronta.
- Comprei o bacon inteiro. A embalagem com o bacon já cortado em cubos é muito mais cara.
- Para cortar o repolho fino usei um cortador de queijo e resultou muito bem. Temos que usar o que existe em casa :)
- A receita foi retirada da revista Delícias da Culinária nº 12 e chama-se mesmo Salada Roxa, não fui eu que inventei o nome de propósito para este dia he he

Bom Domingo e bom dia roxo para todos mas sem olhos roxos à mistura, ok? ;)

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Saladinha de milho

Está calor não está?
Tem estado tanto calor que eu tenho batido mal da mioleira. Eu fico rabujenta, mal-disposta, com vontade de destruir tudo que me aparece pela frente, sem fome, com muita sede e sem grande paciência para cozinhados. Ontem apeteceu-me rasgar a roupa que, em vão, vestia e despia.

É que só apetece andar como os outros, com umas folhas de videira a tapar as miúdezas. Naquele tempo é que era e eles ainda estavam no paraíso, imaginem se viessem parar a este inferno?! he he

A solução é dedicar-me às saladas frescas e saudáveis a ver se acalma o mau feitio :)
Esta que vos apresento foi inspirada na revista Boa Mesa nº6 de 2004. É muito rápida de fazer e super refrescante. Acho que, em parte, deve-se ao vinagre de arroz que andei meses sem encontrar e, de repente, apareceu-me pela frente :) Com umas sardinhas minúsculas que não deixam vestígios no prato (vai cabeça, vai rabo, vão espinhas, hoje em dia não se pode desperdiçar nada he he) ou uns panadinhos, não há nada melhor e satisfaz perfeitamente. Experimentem que não se vão arrepender!

Ingredientes:
50 g de milho (sugerem de lata mas congelado também resulta, desde que deixem arrefecer)
2 tomates picados em cubos (usei tomate-cereja)
1 pepino picado em cubos (substituí por 1 cenoura)
1 pimento cortado em cubos

Para o molho:
1 dente de alho picado
4 colheres (sopa) de vinagre de arroz (usei 1 colher de sopa)
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (chá) de mostarda de Dijon
1/2 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de pimenta

Preparação:
Coloque numa tigela o milho, o tomate picado, o pepino e o pimento também cortado em cubos.
Misture todos os ingredientes do molho e regue os legumes.
Deixe descansar por alguns minutos para ganharem sabor.
Sirva fria ou à temperatura ambiente.

Notas:
-Acho mesmo que a proporção entre o azeite e o vinagre não devem estar correctas. Notei-o logo que vi a receita e decidi diminuir a quantidade de vinagre de arroz. Isto vai ao gosto de cada um mas, acho que 1 colher de sopa de vinagre para duas colheres de sopa de azeite é perfeito para nós cá em casa.
-Conserva-se bem no frigorífico. Para 4 pessoas só dá para uma refeição.
-Não é daquelas que aumenta a produção de gás natural. Podem comer descansados :)

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Aiiii mouraria...

Há imagens que valem mais que mil palavras mas, salvaguardando a identidade das prezadas bloguistas que compareceram, eu tenho mais palavras que fotografias. Essas, guardo-as para mim :)
Como sempre, descrevo a maior parte do que se passou e, como é óbvio, com partes fictícias pelo meio para dar mais drama à coisa he he
Espero com isto não ofender e não me ter esquecido de ninguém! É apenas o meu meio de agradecer e comunicar dois dias maravilhosos que passei em Lisboa! Obrigada.

Aqui vai...

De Famalicão a Lisboa
São 5 horas de distância
Queria ter um avião
P'ra lá ir mais amiúde.

Dei cabo de 40 tostões
Para ir ter com as miúdas,
Mas valeram os cifrões
Por um bando de malucas.

À chegada a Lisboa
Recebida com bandeirolas
Conheci a Carolina
Uma miúda bem fixolas :)

De mão dada com a tia
E a mamã que as seguia.
Acenaram a outra desembarcada
E a Ameixa ali embasbacada.

Lá seguimos o caminho
Faladoras até casa
Conhecer o pequeno gatinho
E a Safira muito mimada.

Aproxima-se a hora do jantar
O escolhido foi Indiano/Nepalês
A Cristina e a Canela vão lá estar
Num ambiente muito cortês.

Disto e daquilo comemos
Provamos umas coisinhas
E seguimos para as nossas casinhas.

No Sábado de manhãzinha
Logo que nos levantamos
Entre um dejá vu e uma frutinha
Do encontro lá falamos.

De seguida uma visita
Para ir à Mouraria
Fomos bater a pernita
Vi coisas que nem conhecia.

Beringelas pequeninas
Temperos a dar com um pau.
Trouxe algumas coisinhas
Já não foi nada mau.

Ora vamos lá à Cachupa
Desta vez com morcela a acompanhar
Cum filha da... mãe
Estava tão bom, mesmo de babar.

Ai Meu Deus, que horas são?
Ainda dá tempo para a sobremesa?!
Come lá o melão,
Venha a taça de mousse com framboesa.

Vamos lá ter com as meninas
Que estão já à nossa espera
Andamos práqui às voltinhas
E quem espera desespera!

Ali estavam elas, todas a conversar
Reunidas numa roda
Lindas meninas a cantar:

Ai ai ai minha Ameixinha
Ai ai ai minha Ameixinha
Quem te mandou p'ra Lisboa, assim tão sozinha?
Quem te mandou p'ra Lisboa, assim tão sozinha?

Tu nem sabes nas que te vais meter
As mouras são loucas
Ainda te vão bater.
As mouras são loucas
Querem-te ver a tremer!

Mas quem é que elas pensam que eu sou?
Uma nortenha que só sabe tremer?
Pois ora aqui estou
P'ra ver Lisboa a arder he he

Lá fui eu, grande e imensa
Tentar descobrir quem estava a cantar,
Houve logo ali uma desenvença
Com uma Abelha a resmungar.

Olha que há gente grande
Que não é grande espiga!
Vê lá se queres que te mande
Comprar farinha milha :)

E lá tentei eu adivinhar
Que meninas estavam ali a olhar
Para mim com ar admirado
Então a Ameixa que é tão alta,
Tem um ar assim tão mirrado?
Que mais querem, que vos falta?
Imaginem se eu fosse maior!?
Isto ia de mal a pior :)

A Abelha já foi apresentada
Passamos a quem mais ali estava
A Vânia morena menina
Seguida da risonha Gasparzinha.

E ali entre tanta moura
Alguém que não conheci!
Quem és tu que nunca te vi?
Empanquei eu logo ali
Com a verdadeira, a Moira :)

Segue-se alguém que nunca tinha visto
Fofinha como pão-de-ló.
Olhem-me para isto:
A querida Titó :)

E ali ao lado dela
A Mãe mais Bela
Da menina Ana Rita
A minha amada Cenourita :)

Segue-se a grande família
Ali estava a mãe galinha
E as suas duas filhinhas.

E logo ali
A Sandra eu encontrei
De seguida a Just me
Eu cumprimentei.

E vinda directamente dos Algarves
Para um encontro Sul, Centro e Norte
Uma Margarida de olhos azuis suaves
Encontrou os meus castanhos de pequeno porte.

Apresentações terminadas,
Lá fomos meio desalinhadas
Atravessar o deserto das mouranas.
Vá, não adianta chorar!
Marche, sempre em frente a caminhar.
E se alguém perguntar,
A culpa é da Tertúliana
A verdadeira moirana,
Cuja ideia iluminada
É fazer atravessar a cambada
Até à Geladaria Emanha
Já que a gula era tamanha.

Conheci a Anna à chegada
A Rute também lá estava
Publicou e partilhou
Comeu o gelado e bazou.
A Canela e a Cristina
Com a Madalena também vinha
Ficamos ali a tentar comunicar
Umas a sair outras a chegar.

Assim se passou o dia...
E já eram horas de ir embora.
Dos pés já ninguém podia,
Deitem as chinelas fora!

Lá vieram as despedidas
Com abraços e beijinhos.
Obrigada minhas meninas
Pela presença e presentinhos.

Seja no Porto ou Lisboa
Que outro encontro aconteça.
Toda a gaja que é boa
Por favor apareça :)

E agora vou ali tomar vitaminas, depois disto estou a precisar de um transplante cerebral, até logo minhas meninas, vemo-nos no Carnaval :)

Notas: Para começar a rimar inspirei-me na canção dos Xutos "Maria", depois das primeiras quadras deixei-me levar e esqueci a música. Mais para o meio agarrei-me à canção infantil " À, À, À minha machadinha".

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

É assim...


Estou em processo de renovação de neurónios para tentar relatar o famoso encontro em terras mouras. Isto demora mas vai, é como o comer e o coçar... vai tudo do começar :)

Então até lá, deixo-vos a sugestão de virem até à terrinha visitar a Feira de Artesanato e Gastronomia que começa hoje e vai até dia 13 de Setembro. Informações e programa aqui.

Vou lá estar na quinta-feira para ouvir e ver (tenho certeza que os vou ver porque sou bué da alta!) os Deolinda. Quem quiser aparecer será muito bem vindo e eu até aceito que me comprem um ovo mole ou um outro docinho regional, não sou esquesita he he

Bom fim de semana!

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Cupcakes de iogurte e matcha na Invicta, carago!

Faz hoje uma semana que se deu esse fantástico acontecimento na maravilhosa Invicta :)
Este relato é para todos os que estiveram presentes, já que se torna complicado entender tudo o que se passou sem lá ter estado. Espero que abra o apetite de algumas pessoas para que compareçam aos próximos encontros. A Canela já fez a sua referência ao encontro num Porto Sentido.

Olhem como eu fiquei após o encontro e após ter comido estes cupcakes. Acho que é efeito secundário. Mais alguém sentiu ou fui só eu? he he

Então aqui vai:

É mentira, É mentira
É mentira da Canela
Ela não era para ir
Foi uma surpresa para a Manuela

Ali mesmo nos Aliados
Esperava o almoço
Lá fomos esfomeados
Seis moças e um moço

Ameixa, R. e Manuela
A Mary juntou-se a todos
E a Lili veio com ovos a rodos.

De seguida o Majestic
Para tomar um café
Cheio de gente chic
E nós a fazer chulé

Lá encontravam-se artistas
Palhaças e turistas
Nós comemos ovos moles
E bebemos bicas.

Bem no meio da praça
Tão lindos, cheios de graça
Estavam homens às centenas
Tiramos fotos, fizemos cenas.

A Lello é tão bonita
Quando vamos de visita
Sobe e desce escada
Na livraria premiada




Depois siga para a esplanada
matar a sede do dia de Verão
Não pagamos nada
Era só para ter ideia do tostão

Ai Meu Deus qué isto?
Já são horas de embarcar!
Nunca se tinha visto
Tanta gente a zarpar.
Pelos Aliados acima
Fomos numa correria
Até à estação da Trindade
Parecia romaria
Bem no centro da cidade.

A Canela e a Zé
Lá seguiram o caminho
Depois daquele esforço a pé
O comboio nem esperou um bocadinho

A Mary e a Lili
Também seguiram viagem
Fiquei eu e o casal ali
A admirar a paisagem

Um corridinho para fazer xixi
Voltamos à esplanada
Vai ser mesmo aqui
É dos homens mas tá desocupada

E em São Bento terminou
Esta maravilhosa reunião.
Que na lembrança ficou
e também no coração.

Um beijinho e um abraço,
A todos os que lá estiveram
Valeu a pena o cansaço.
Obrigada pelo que me deram!

E agora uns cupcakes cuja receita encontrei aqui e não resisti, tive que fazer. Na minha modesta opinião, acho que ficaram deliciosos e adorei fazê-los. Trabalhar com cor é motivante :) Ficaram húmidos e muito fofos.


Ingredientes:
1 + 1/2 chávena de farinha
1 colher (chá) fermento em pó
3 ovos
1 chávena de açúcar granulado
1/2 chávena de iogurte de morango (usei 1 iogurte natural de 125 g)
1/2 chávena de manteiga derretida
2 gotas de corante cor de rosa (opcional)

1 colher (sopa) de matcha em pó
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de leite

Preparação:
Pré-aqueça o forno. Prepare as forminhas (podem ser untadas e enfarinhadas ou forradas com formas de papel frisado como eu fiz).
Num tigela peneire a farinha e o fermento.
Noutra tigela, bata os ovos com o açúcar até estarem envolvidos. Junte cuidadosamente a mistura de farinha, depois o iogurte e misture bem. Agregue a manteiga até estar envolvida.
Numa tigela pequena junte o matcha, o açúcar e o leite, misture até formar uma pasta. Junte 1/2 chávena da mistura do bolo até ficar verdinha. Alterne as massas de iogurte e matcha até completar 3/4 das formas. Com um palito ou espeto faça figuras de 8 na massa para que fique com efeito marmoreado (Para o passo a passo vejam aqui).
Leve ao forno por 17-20 minutos ou até que um palito saia limpo. Retire e deixe arrefecer.


Tinha estas forminhas com sapos guardadas há mais de um ano. Achei que combinavam muito bem com o verde do matcha e usei-as. Ainda não foi desta que o sapo se transformou em príncipe, mas o Matias é príncipe cá em casa e acho que não gostou muito da ideia de partilhar território com outro manhoso.
Algumas meninas provaram estes cupcakes, saiu algum príncipe na rifa de alguém? É que a mim não foi :)
Espero que tenham gostado de tudo. Eu só tenho que agradecer :)

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Salada de tomate com sumac


Voltei, voltei
Voltei de lá
Ainda ontem estava em Lisboa
E agora já estou cá

:)

Para algumas, o encontro foi tão intenso que ainda nem tiveram coragem de dizer nada he he
Aquilo é que foi uma concentração de gajas boas, eu nunca tinha visto!
Descobriram todas que eu sou alta, diria imensa até :)
Bem, mas o relato fica para outra altura porque a ocasião exige algo mais elaborado. Quero apenas agradecer a todas quantas puderam comparecer e partilhar uma tarde comigo. Foi muita gente para pouco tempo mas valeu bem a pena!
Também peço a quem tenha tirado fotos para as enviarem para o meu mail, ok? É que eu não tenho nenhuma e gostava de ficar com uma recordação ;)

Como a Minhota teve coragem, diria até tomates, para enfrentar tanta moura, fica aqui esta maravilhosa salada de tomate que encontrei no Chucrute. Agradeço muito o patrocínio da Noémia, sem os tomates dela (salvo seja!) nada disto seria possível :)
Gaja boa, só faltavas lá tu para mostrar às mouras o quanto vale uma mulher do Norte carago he he



Ingredientes:
1/2 cabeça de alho (tal como a Fer eu diminuí e usei alho a gosto)
1 colher (sopa) de maionese
1 colher (sopa) de azeite, mais extra para servir
2 tomates grandes
1 colher (sopa) de sumac
Folhas de hortelã fresca picadinha
Sal a gosto

Preparação:
No almofariz ou processador, moa bem o alho misturado com a maionese e o azeite. Prepare a salada cortando o tomate em fatias e colocando numa travessa. Pincele com a maionese de alho, salpique com sal e sumac, regue com um fio de azeite e decore com as folhas de hortelã picada.

Boa semana a todos!

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Um bolo dos diabos com tiramisu


Antes de mais, quero dizer que o encontro no Porto correu muito bem e quem não foi, não sabe o que perdeu :) Para já não vou contar nada, preciso de tempo para pensar no assunto!
Vou para Lisboa mas, antes de ir, sugiro que façam este bolo no fim-de-semana.

Sei que parecem muitos passos, que parece que perdem muito tempo mas, este bolo que eu livremente traduzo como "Um bolo dos diabos!", pode ser feito com antecedência de dias e isso só lhe vai fazer bem :)
TitiSu, diz lá de tua justiça, estava bom ou não? Quem é amiga, quem é? he he

O recheio e a cobertura, o extracto e a calda são iguais aos que usei no Bolo de Tiramisu, o que muda é o bolo e, atrevo-me a dizer que até muda para melhor :)


Ingredientes Devil's Food Cake:

9 colheres de sopa de cacau
1 1/2 chávena de farinha (sem ser auto-levedante)
1/2 colher chá de sal
1 colher chá de bicarbonato de soda
1/4 colher chá de fermento em pó
110 gr de manteiga sem sal à temperatura ambiente
1 1/2 chávena de açúcar
2 ovos grandes à temperatura ambiente
1/2 chávena de café forte (ou água)
1/2 chávena de leite

Peneire o cacau, farinha, sal, bicarbonato e o fermento para uma bacia e com a batedeira, bata a manteiga com o açúcar cerca de 5 minutos até estar suave e cremosa. Junte os ovos um a um até estarem incorporados. Junte o café com o leite. Misture metade dos ingredientes secos no preparado de manteiga. Depois junte o café e o leite e o restante dos ingredientes secos.
Leve ao forno numa forma untada e forrada com papel vegetal até estar pronto. Deixe arrefecer completamente antes de colocar o recheio e cobertura.

Extracto de café:
2 colheres sopa de café solúvel
2 colheres sopa de água a ferver

Misture o pó com a água e reserve.

Calda de café:
1/2 chávena de água
1/3 chávena de açúcar
1 colher de sopa de amaretto, kahlua ou brandy (usei brandy)

Numa tigela pequena misture a água e o açúcar e leve a ferver. Coloque numa tigela à prova de calor e misture nele uma colher de sopa de extracto de café e o brandy, reserve.

Recheio e cobertura:
1 pacote de mascarpone (250g)
1/2 chávena de açúcar em pó, peneirado
1 1/2 colher chá de extracto de baunilha
1 colher de amaretto, kahlua ou brandy (usei brandy)
1 chávena de natas

Coloque o mascarpone, o açúcar, baunilha e o alcool numa tigela e misture até estar suave. Com a batedeira ou fouet, bata as natas até formar picos firmes. Com uma espátula junte 1/4 das natas ao mascarpone. Vá juntando o resto com toques suaves até estar bem envolvido.

Montagem:
Corte o bolo ao meio depois de estar frio.
Com um pincel, ensope a parte de baixo do bolo com 1/3 da calda. Por cima coloque algum creme de mascarpone - cerca de 1 1/4 de chávena. Na outra parte do bolo coloque a metade da calda de café. Depois vire o lado ensopado por cima do recheio de mascarpone. Ensope o topo do bolo com o resto da calda.

Para a cobertura, junte o resto do extracto de café no resto do mascarpone e envolva. Prove até decidir quanto extracto usar. Se a mistura parecer demasiado mole para ser usada, coloque-a coberta por película aderente no frigorífico por 15 min. Refrigere o bolo também.
Com uma espátula vá colocando a cobertura nas laterais do bolo e no topo. Refrigere por 3 horas ou até 1 dia antes de servir.
Antes de servir, polvilhe o topo com cacau ou com raspas de chocolate negro.

E agora... Lisboa aí vou eu :)
Vai ser do caraças, é melhor não falar no Diabo não vá ele tecê-las!
Estarei ausente até Domingo, não vou responder a comentários nem ver blogs, ok?
Até jáaaaaa!

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Salada de milho e feijão preto com vinagrete de limão

Vi esta imagem fantástica aqui e decidi que tinha que fazer... tentar fazer!
Foi o que fiz, embora com algumas alterações. Mesmo assim, foi do agrado de todos, ninguém deixou de a comer e o meu pai até disse que o que sobrasse devia ser guardado para o lanche, de tão boa que é :)
Como é óbvio, só será muito boa para quem aprecia muito estes ingredientes e para quem não se incomoda com a quantidade de gás natural que advém do seu consumo he he
Aliás, acho que nem vou tirar bilhete para ir ao Porto e Lisboa, o gás natural leva-nos onde queremos :)
Isto não vai soar nada bem mas que se lixe, haja alegria! Espero é que ninguém se afaste de mim já que sou uma potencial fonte de energia, ok? "Felizmente não cheira." he he

Salada:
1 chávena de milho congelado
425 g de feijão preto enlatado (cozi o meu na panela de pressão)
425 g de grão de bico enlatado (cozi o meu na panela de pressão)
1 pimento vermelho cortado pequeno (usei um tomate maduro mas rijo e descartei as sementes)
1 manga ou pêssego (não usei)

Vinagrete:
2 limas, zester e sumo (usei limão - o siciliano para as amigas brasileiras)
2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
1/2 chávena de folhas de manjericão (não usei porque o meu manjericão não cresceu este ano)
1/4 colher (chá) de cominhos moídos (opcional - não usei)
1/3 chávena de azeite
sal e pimenta preta a gosto

Preparação:
Misture o milho, feijão, grão, pimento (tomate) e a manga (pêssego).
Numa tigela pequena combine o zest, sumo, vinagre, manjericão e os cominhos.
Lentamente junte o azeite, mexendo constantemente até que a mistura engrosse. Tempere com sal e pimenta.
Coloque o vinagrete por cima da salada e mexa. Refrigere por 1 hora e misture outra vez antes de servir.

Notas:
- O milho pode ser fresco em espiga, aqui não encontro disso.
- As leguminosas devem ser drenadas da água.
- Não usei manga nem pêssego porque não iria agradar a todos e não me apeteceu ver os narizes torcidos. Aliás, no original sugere manga mas num dos comentários deixados no post, disseram que usaram pêssego e também ficou bom.
- A blogueira não usou cominhos porque se esqueceu, os meus estavam fora do prazo e optei por não usar. Tal como aconteceu com ela, a salada ficou boa sem eles. Mas não sei se ficaria melhor se os usasse. Como passou a ser salada cá de casa, vou testar novamente com os cominhos. Para quem não aprecia, deixe de fora!
- O sal sugerido é o Kosher, mas eu não tenho, usei sal marinho e moí a pimenta preta na hora.
- Não usei o vinagrete todo, achei exagerado. Guardei-o e usei-o noutras saladas. É muito refrescante.
- Serve 4 a 6 pessoas.
- A minha foto não é digna da salada, vejam uma bela foto desta salada no sítio de onde eu retirei a receita. Aquilo sim, é uma bela foto!



A Titó ofereceu-me este selinho e junto com ele vinham umas perguntitas:

Uma música mágica: Imensas, uma delas é "The dull flame of desire"
Um filme mágico : Eduardo mãos de tesoura
Uma viagem mágica: Islândia, Irlanda e Itália (ainda não a fiz mas sinto que deve ser mágica)
Maquilhagem mágica: a minha, consegue colocar-me menos feia he he

Passo a:

Noémia (A arte dos trapinhos)

Isabel (Vai melhorar)

Ana (Eu mulher)


Anabenfica (Tricas & Nicas)

Está tudo pronto para os encontros? Já anda tudo ansioso, com a periquita aos saltos de tanta emoção? Não? Sim?
Cuidado, olhem que a emoção pode fazer mal ao coração, tomem um drunfo e durmam descansadinhas he he
Eu lá vos espero, umas no Porto outras em Lisboa :)
É tudo à molhada e fé em Deus!
Se eu não aparecer a casa, já disse à minha mãe para ligar para a polícia. Portanto... não se atrevam, ó mouras, a tocar-me num fiozinho de cabelo. Nem nos castanhos nem nos brancos, ok? he he
Peço que não digam na net a hora e o local onde nos vamos encontrar, ok? Já basta eu ter que vos aturar a todas, aparecerem mais mouros indesejados seria o verdadeiro descalabro, o horror, a loucura he he
Continuação de boa semana!

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Beringelas gratinadas

Em época de tomates e beringelas temos que ser casamenteiros e juntar os trapinhos destes dois :)
Primeiro porque têm cores bonitas, depois porque o sabor nesta altura atinge o topo dos topos.
É caso para dizer que esta beringela tem tomates he he
Está calor para ligar o forno, mas à hora do jantar parece que entramos no Outono e o forno até apetece. Pelo menos, por aqui tem sido assim :)

Ingredientes para 4:
4 colheres (sopa) de azeite
2 cebolas finamente picadas
2 dentes de alho finamente picados
2 beringelas às rodelas grossas
3 colheres (sopa) de salsa fresca picada (não usei)
1/2 colher (chá) de tomilho seco (usei tomilho-limão fresco)
sal e pimenta a gosto
400 g de tomate enlatado picado
175 g de queijo mozzarella grosseiramente ralado
6 colheres (sopa) de queijo parmesão fresco ralado (não usei porque não tinha)

Preparação:

1- Aqueça o azeite numa caçarola em lume médio. Junte a cebola e deixe refogar por 5 minutos, ou até ficar transparente. Adicione o alho e deixe cozer uns segundos, ou até começar a ganhar cor. Com a ajuda de uma escumadeira transfira a mistura de cebola para um prato. Coza a beringela às rodelas na mesma caçarola (usei a wok), até ficarem castanhas.

2- Num prato pouco fundo, disponha a beringela por camadas. Salpique com um pouco de salsa, tomilho, sal e pimenta. Acrescente uma camada de cebola, tomate e mozzarella e polvilhe cada camada com salsa, tomilho, sal e pimenta.

3. Vá fazendo camadas e termine com uma camada de beringelas. Salpique com o queijo parmesão. Leve ao forno a 200ºC, previamente aquecido e deixe cozer destapado durante 20-30 minutos ou até a superfície ficar com um tom dourado e as beringelas ficarem tenras. Sirva quente!

Notas:
- Antes de cozinhar a beringela coloquei-a com sal e deixei largar um pouco de líquido. Depois passei por água e limpei com papel absorvente.
- Receita retirada do livro "Cozinha Mediterrânica" da Parragon Books.


Então pessoal do Norte, coméqué? Ninguém quer aparecer para receber com pompa e circunstância a Manuela C? Pode ser sem pompa e circunstância. Isto é ao gosto de freguês!
Ela já me telefonou a perguntar se alguém já tinha dito alguma coisa e eu sem nada para lhe dizer. Que vergonha! Estão a deixar-me ficar muito mal! É que já não faltam mouras a querer comparecer ao encontro de Lisboa. Vamos deixar as mouras ganhar? he he

Já começo a ter medo de ir a Lisboa, é que vai ser tanta gaja boa por metro quadrado, que eu vou ter que vir para casa com o rabo entre as pernas e olhem que o meu rabo até é bem jeitoso ;)
Só de pensar até já se me arrepiam os pêlos do bigode! Por falar nisso... tenho que fazer o bigode! Ou não... é que mulher de bigode ninguém a f***! É melhor deixar o bigode que assim ninguém se atreve a fazer-me frente :)

E é isso... me liguem vai, que é como quem diz, quem estiver interessado em conhecer a Manuela C e companhia, enviem mail para mim que já tenho novidades!
Às mouras (vou levar nas orelhas que até vou chiar!) a mesma coisa, contactem-me :)

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Gâteau au matcha e Invicta novamente :)


É o bolo do Hulk :)
Tenho certeza que depois de uma fatia deste bolo ficamos com uma força invencível. Brutaaaaaaaa! Bem, não será assim, mas ficamos bem dispostas com toda a serotonina a correr-nos nas veias! Uiiiii :)
Mas, como tudo, pode ter efeitos adversos, tal como um acesso de pura estupidez e apagar a foto do interior do bolo. Felizmente, é algo momentâneo e notamos o erro logo de seguida. Convém é comer um pedacinho de chocolate para não ficar deprimida com isso e colocar a serotonina a correr outra vez!

Adiante, podem ver o interior aqui, no Gourmandise de onde eu retirei a receita. A mousse de chocolate não é igual, porque tinha uma mousse instantânea a precisar de ser usada e aí vai disto... usei-a. Mas, para a próxima vou seguir a receita da Nina à risca.

O bolo foi servido como sobremesa e não reuniu consenso porque a massa não é húmida. É uma espécie de pão de ló, fofo mas seco. Para mim e para algumas pessoas resultou muito bem, mas houve quem dissesse que parecia palha (deve ser alguém habituado a comer palha he he). A verdade é que ninguém deixou nada nos pratos :) Isto é como tudo, há sempre alguém que só sabe dizer mal, criticar e com uma ponta de inveja!

Como não quero enganar ninguém, devo dizer que este bolo fica melhor depois de alguns dias no frigorífico, a massa vai assimilar a humidade da mousse e fica mais húmida. Parece-me uma boa notícia, um bolo bastante bonito, na minha opinião, que pode ser feito calmamente com bastante antecedência :)

Ingredientes:
170 g de farinha de trigo
170 g de ovos
110 g de açúcar refinado
1/2 colher (chá) de fermento em pó
8 g de matcha

Peneire a farinha com o fermento e o matcha. Bata os ovos com o açúcar por 10 minutos ou até quadriplicar o volume. Incorpore os ingredientes secos. Asse a 190ºC, numa forma untada e forrada com papel vegetal. Desenforme e deixe arrefecer.

Mousse:
100 g de natas montadas (nem vou comentar a parte das "montadas"!)
200 g de chocolate amargo temperado.

Incorpore os ingredientes com delicadeza.

Montagem:
Parta o bolo ao meio, coloque a mousse e feche com a outra parte do bolo. Leve ao frigorífico até firmar. A Nina sugere compota de frutos vermelhos para servir com o bolo.


And now, breaking news :)

A Açoreana Manuela do blog Delícias e Companhia, vem visitar o Porto e sugeriu um encontro na nossa marabilhosa Inbicta. Portanto, venho anunciar o acontecimento e pedir que, quem estiver interessado em conhecê-la e a outras meninas (eu sei que vou e a Mary também, as outras espero que se juntem à festa!), por favor mandem mail que eu já sei o dia :)
Vá lá meninas, é uma oportunidade única já que a Manuela está longe e não tem muitas oportunidades de nos visitar, nem nós a ela - eu não tenho!
Tenho certeza que não se vão arrepender :)

Pahhh, não se esqueçam que também vou a Lisboa. Ó Mouras, comé que é? Quem se arrisca a levar uma abada aqui da gaja do Norte? :)

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Chá gelado de hortelã

Toma lá, já que não comes, bebes :)
O calor não dá tréguas e nada melhor que um chá gelado para matar a sede!
Os posts não se podem alongar porque tem sido bastante difícil estar à frente do computador com o calor e, para quem está a ler, convém que apareçam poucas palavras. Aproveitem esta bebida refrescante e saudável nestes dias de Verão intenso.

Ingredientes:
1 litro de água
2 colheres (sopa) de chá preto (usei uma mistura de chá preto com casca de laranja e sumo de laranja concentrado)
1 ramo de hortelã
80 g de açúcar
hortelã q.b.

1. Ferva a água, junte o chá e retire do lume. Deixe repousar durante dois minutos.
2. Filtre e junte o açúcar. Verta num tabuleiro e leve ao congelador, até ficar bem gelado e começar a cristalizar.
3. Retire do frio e mexa bem. Distribua por copos e sirva com a hortelã.


Agora um outro assunto:
Em breve espero ir a Lisboa por, pelo menos, 24 horas. Na altura dos encontros no Porto muitas meninas perguntaram para quando seria um encontro na capital. Pois então, está para muito breve.
Gostava muito que algumas pessoas que eu visito e que me visitam aparecessem por lá. Na verdade, ainda não tenho nada combinado com ninguém, não tenho planos. Compete às meninas daí organizarem algo porque, como sabem, eu não conheço bem Lisboa e não posso dizer que vou ali ou acolá.
Seria óptimo organizar um encontro onde todas pudessemos estar, conviver e conhecermo-nos... para ser mais chique, para minglar he he. Desde que venham com boa disposição e com vontade de conhecer gente nova, eu estou de braços abertos.
Sei que em Agosto muita gente está de férias mas, de certa forma, é uma altura em que me dá mais jeito a mim também.
Alguém está interessado? Qualquer coisa mandem mail, informações e detalhes serão dados apenas por mail para não encontrar mouros manhosos e indesejados :)

Notas:
- Substitua o chá preto por chá de menta.
- Não entendi onde entra o ramo de hortelã, não sei se era para juntar à água na mesma altura do chá preto, acho que sim. Por não referir, usei apenas na decoração.
- O açúcar pode ser diminuído, como gosto de coisas menos doces eu usei menos. Se for muito doce faz-me mais sede e, o que se pretende é diminuí-la :)
- Retirei esta sugestão do livro "Alimentos com história I" da Impala.

sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Sanduíche de frango à indiana

Hare baba (a sandes é à indiana ok?) tanto calor!
Estou meia morta e só me apetece comer sandes frias, saladas ou frutas! É impossível estar à frente do computador a escrever o que me vai na alma. Por isso, hoje não me vou alongar. Aproveito para dizer que também vou aliviar um bocadinho o aspecto do blog... está muito escuro e, com o calor, custa muito mais olhar para ele assim.

Esta ideia foi retirada daqui e as lamparinas do meu juízo ficaram viciadas na maionese com caril e mel... que delícia!
Podem usar sobras de frango de churrasco ou de panados de frango. De qualquer das maneiras fica muito bom. Como sempre, dispensei as passas!

Ingredientes para 1 sanduíche:

2 fatias de pão a gosto
1 folha grande de alface
100 g de sobras de frango assado sem peles nem ossos
1 colher (sopa) de maionese (ou de iogurte)
1 colher (café) de mel
1 colher (café) de caril em pó
1 colher (chá) de passas de uva

Preparação:
Numa tigela, misture bem a maionese com o mel, o caril e as passas.
Desfie o frango, adicione-o ao preparado anterior e envolva bem.
Coloque a folha de alface em cima de uma fatia de pão, cubra com o preparado de frango e feche com a fatia de pão restante. Corte em metades e sirva fresco.

Bom resto de sexta-feira, bom início de férias para muitos e bom fim de semana! Eu vou ali estender-me, ficar quietinha até que o calor decida passar. Mais loguinho, quando ficar mais fresco, volto para ver o que vocês publicaram nos blogs :)

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Apple Pie da Si


Chocolatria, quem não conhece? Chocolatria está mais para chocolate que para tarte de maçã, não acham? Mas eu sou mais de maçãs que de chocolates, embora não negue nenhum deles e até pode vir um seguido do outro.
Agora que tenho um avental Divas, eu ganhei ainda mais vontade de fazer algumas das receitas da Simone e, quando a minha mãe me disse que tinha maçãs na fruteira que precisavam de ser usadas, eu usei e abusei das maçãs para fazer a Apple Pie da Simone.
É um processo demorado, mas só porque tem que se deixar esfriar o recheio de maçãs. A massa e o creme são muito fáceis e rápidos de fazer.
Diminuí um pouco a quantidade de açúcar porque já sabia que seria demasiado para o meu gosto. Mesmo assim, apesar de não ter ficado enjoativa, confesso que uma pitada de sal iria equilibrar o doce, principalmente no creme que é uma espécie de leite-creme e que eu, quando faço, coloco sempre uma pitada de sal.
Tal como li há alguns dias, "Uma pitadinha de sal fino amplia os sabores de qualquer bolo." in O livro de Pantagruel

O pior de tudo é que começei a fazer esta tarte ao início da tarde e tinha ideias de a terminar à noitinha, dar tempo para o recheio arrefecer e terminar no sossego e tranquilidade que a noite proporciona.
Porém, visitas inesperadas apareceram e vieram atrapalhar. Eu juro que escrevi um post inteirinho acerca disso, tamanha era a minha fúria e indignação. Mas, eu passei o lápis da censura porque são familiares directos que, quem sabe, um dia destes descobrem o blog e deserdam-me he he
Então, vou só dizer que má educação e desobediência nas crianças é um assunto que me faz estalar o verniz e a minha solução foi oferecer um pontapé à criançinha - que passou o resto da noite sem olhar para mim - ir para a cozinha, pegar no rolo da massa e despejar as ondas negativas na tarte.

Não merecia, a tarte é demasiado boa para ser feita em fúria, mas ou era isso ou eu começava a bater naquela família toda... do avô, passando pelo pai e a terminar no neto!
Quero só avisar que quem cá vier a casa e insistir em dar pontapés ao meu gato, está sujeito a que eu lhes ofereça um pontapé. Comigo é assim... amor com amor se paga, sou má muito má :)

Toda a negatividade passada para a tarte, perdeu-se no forno e resultou nisto... uma perfeita maravilha! Olhem só para a foto do interior, o creme, o recheio de maçã, que sintonia veio do Chocolatria :)
Simone, sempre gentil e divertida, muito obrigada por tudo. Espero que gostes de ver a tua tarte por aqui. Foi aprovada por todos, unanimidade é sempre agradável!


Ingredientes da massa/shortcrust (da Donna Hay):

A Simone usou a shortcrust para a base e massa folhada comprada pronta para cobrir, eu optei por usar a shortcrust para tudo.

2 chávenas de farinha de trigo
3 colheres (sopa) açúcar refinado
150 g de manteiga em cubinhos
2-3 colheres (sopa) água gelada (usei 3)

Num processador (usei uma picadora), junte a farinha, o açúcar e a manteiga e bata até virar uma farofa. Enquanto ligado, adicione a água gelada até obter uma massa macia (eu tive que retirar da picadora e amassar à mão. Pobre é assim he he). Embale a massa em saco plástico ou película aderente e leve ao frigorífico por 30 minutos (a minha ficou mais e sem problemas).
Abra a massa com o auxílio de um rolo (se quiser fazer tampa com ela, abra apenas 2/3 da massa) até obter espessura de cerca de 3 mm, numa superfície ligeiramente enfarinhada. Acomode a massa numa tarteira de 24 cm de diâmetro e recorte as pontas com os dedos (eu foi mesmo de faca tamanha era a vontade de a espetar nalguma coisa he he Se algum dia eu for presa, prometem levar-me bolinho à prisão? Prometem?). Fure o fundo da massa com um garfo, evitando que infle.


Ingredientes do recheio:

6 maçãs descascadas e cortadas em pedaços (usei Golden mas pode ser Gala, Red, Granny Smith, acho que dá com qualquer uma)
1 chávena de açúcar (usei meia)
1/2 colher (sopa) de canela
cerca de 1 1/2 chávena de água (usei apenas 1)

Leve todos os ingredientes ao lume numa panela de fundo grosso (eu usei uma normal, desde que tenha fundo acho que já é bom) em fogo alto até ferver. Baixe o fogo e deixe cozinhar por 45 minutos, mexendo ocasionalmente até amolecer. Empregue frio.

Ingredientes do creme:

250 ml de leite
1 gema
1/2 chávena de açúcar (usei menos mas não me lembro quanto)
1 colher (sopa) amido de milho
1/2 fava de baunilha ou essência de baunilha (quem não tiver acho que pode substituir o açúcar normal pelo baunilhado)

Junte todos os ingredientes numa panela e leve ao lume por 15 minutos, até engrossar.

Montagem:

Leve a massa ao forno (180ºC) por cerca de 25 minutos ou até dourar.
Deixe amornar ou arrefecer. Verta o creme de baunilha já pronto e, por cima do creme, disponha o recheio de maçã. Tape com o resto da massa (1/3 reservado) ou com uma lâmine de massa folhada. Ambas devem ser abertas com o rolo e dispostas sobre a tarte. Dê o acabamento, recortando as bordas com os dedos (eu meti a massa das bordas para dentro e com um resto que me sobrou, usei um cortador de biscoitos em forma de folha e dispus sobre a massa). Fala cortes com uma faca para que o ar quente possa escapar, pincele com um ovo e polvilhe com açúcar (usei açúcar com canela). Leve ao forno até dourar, cerca de 20 minutos.
Sirva morno, polvilhado com açúcar de confeiteiro e sorvete de creme.


Notas:
- Aconselho a fazer primeiro o recheio, depois a massa e por fim o creme.
- Servi frio e estava muito bom.
- Para quem não gosta de doces muito doces, aconselho a diminuir a quantidade de açúcar e a colocar a pitadinha de sal no creme.
- O recheio de maçã, tal como a Simone refere, pode ser usado para colocar no pão. É uma espécie de compota.
- O Matias gostou tanto da tarte que, ao encontrá-la em cima do fogão, não resistiu e reclamou-a para ele, sentando-se em cima dela. Felizmente estava coberta com um pano e salvou-se, mas tivemos que comer os restos em forma amassada :) Gatos gordos é assim!

Continuação de boa semana!

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Papeta Par Eeda

Alguém sabe o que aconteceu à Agdá? Fico sempre preocupada quando as pessoas desaparecem sem explicação. No fundo, é alguém que estamos habituados a ver todos os dias, a comentar/falar e a visitar! É sempre complicado, pelo menos para mim, não saber se estará tudo bem ou se está a passar por momentos difíceis.
Se alguém souber algo acerca dela e poder adiantar novidades, agradeço :)

Há uns tempos recebi uns presentes aromáticos que contagiaram a casa. Sou capaz de ter ficado abananada com o aroma, depois de andar no pó, nas sementes de papoila, ainda ando a snifar especiarias he he
Sim, é bem provável que eu faça isso, não me admirava nada :)

Ora, como para estes lados não se encontram grandes especiarias e, as que se encontram, são de muito má qualidade, eu vi-me com uma mina de ouro nas mãos e sem saber bem para que lado me virar! Eu até podia vender mas este ouro desvaloriza muito he he
Recorri a uns quantos blogs e o da Agdá apresenta umas quantas sugestões que me pareceram deliciosas e usava algumas das especiarias que eu recebi.

Esta que encontrei é uma espécie, atrevo-me a dizer, - e sei que estou sujeita a linchamento público mas que se lixe! - de tortilha. Tem batatas e ovos, as especiarias é que lhe dão o toque sublime!

Papeta Par Eeda quer dizer ovos com batatas, simples não? E é muito bom! A minha só não ficou tão bonita quanto a da Agdá mas o que importa é o conteúdo, o sabor, certo?

Ingredientes:

4 ou 5 batatas médias em cubos
1 colher (sopa) de óleo (usei azeite)
1/2 colher (chá) sementes de mostarda preta
1/4 colher (chá) asafétida
2 pimentas malaguetas picadas ou partidas ao meio (ou a gosto)
Folhas de curry (opcional, eu usei apenas uma)
1/4 colher (chá) de açafrão-da-terra/ cúrcuma (não tinha mas juntei alguns filamentos de açáfrão puro)
1/2 colher (chá) de gengibre ralado
sal a gosto
1/4 chávena de coentros frescos (não usei)
3 ovos inteiros e 3 claras (quem preferir pode usar 6 ovos inteiros)

Preparação:
Aqueça o azeite e coloque as sementes de mostarda. Depois de pipocarem (darem uns saltinhos), junte a asafétida. Logo em seguida, ponha as folhas de curry, a pimenta picada, o gengibre e o açafrão da terra. Coloque as batatas, sal e água suficiente para amaciarem sem ficar com caldo, cerca de 1/2 chávena ou menos (usei um pouco menos), depende do tipo de batatas usadas. Cubra e deixe em lume médio-baixo até que estejam no ponto desejado e o líquido tenha evaporado. Se usar coentros, espalhe por cima das batatas e cubra. Após alguns segundos, junte os ovos e cubra. Deixe cozinhar até ficar firme.

Apesar de ter muitas especiarias, não achei que tivesse ficado forte, fica muito agradável. Adorei as sementes de mostarda (eu e as sementes, pelo menos estas não são suspeitas, ou são?). Servi por cima de fatias de pão integral mas uma salada verde acompanhava muito bem.

Esta foi mais uma receita testada na companhia da minha mãe. Ela é tipo eu, uma betoneira, experimentamos tudo :) Os homens continuam os mesmos retrógrados de sempre!

Já agora peço a quem tiver ou souber de alguma receita boa que inclua algum dos seguintes ingredientes:

- Colorífico
- Fish masala
- Asafétida
- Curry madras
- Nigella (a especiaria, não a cozinheira he he)
- Zimbro

Tenho tudo em pó, excepto o zimbro, feno-grego e nigella que tenho em sementes. Portanto, apressem-se antes que eu começe a snifar tudo he he
Coliquei links em alguns, porque acho que a maioria das pessoas nunca ouvir falar de algumas destas especiarias :)

Bom resto de semana!

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Bolo de iogurte e limão com sementes de papoila

Têm estado uns dias de Verão bastante amenos e não há porque não ligar o forno. Tem-me apetecido cozer pães, biscoitos e bolos no forno. Até já fiz panquecas e nem é normal eu querer estar de volta do fogão e comer coisas quentes nos dias de Verão.

Vi esta receita no blog Butter & Sugar que, por sua vez, baseou-se numa receita que viu aqui. Uma usa o limão e outra usa a laranja. O que interessa é que usem uma fruta cítrica.
As sementes de papoila são opcionais, eu gosto do crocante. Para quem não sabe, podem ser encontradas em qualquer loja de produtos naturais ou ervanárias. Nos supermercados nunca encontrei. Não achei nada caras e duram bastante tempo. Não acrescentam sabor às receitas, na verdade não cheiram em sabem a nada, são apenas usadas pela crocância que atribuem à comida.
Este bolo fica denso e ligeiramente húmido, muito bom para ser servido com natas batidas ou com gelado. Eu apenas salpiquei açúcar em pó mas, acho que uma bola de gelado de baunilha ia ficar a matar. Quem quiser também pode fazer uma calda com sumo de limão ou laranja e açúcar. É só levar ao lume até derreter o açúcar e, depois deitar por cima do bolo saído do forno.

Infelizmente continuo a não ter uma arca frigorífica e gelados estão fora de questão.
Ontem sonhei que andei a correr para trás e para a frente, estou capaz de jurar que andei a correr atrás dos tios para eles me fornecerem a arca he he
Hoje parece que me passou um camião por cima... estou de rastos!
Aqui fica a receita.


Ingredientes:
1 chávena de farinha integral
1/2 chávena de farinha normal
2 colheres (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
1 chávena de iogurte natural
2/3 chávena de açúcar (usei baunilhado)
3 ovos grandes
2 colheres (chá) de zest de limão (2 limões) ou laranja
1/2 colher (chá) de extracto de baunilha (não usei)
1/2 chávena óleo vegetal
1/3 chávena de sumo de limão ou laranja
1 colher (sopa) de sementes de papoila

Medida da chávena de 240 ml

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma com manteiga e farinha e cubra o fundo com papel vegetal.
Peneire as farinhas com o fermento e o sal para uma bacia. Noutra bacia, junte o iogurte, o açúcar, os ovos e o zest de limão ou laranja. Vá adicionando os ingredientes secos aos poucos. Com uma espátula, junte o óleo vegetal até estar incorporado e as sementes de papoila. Coloque a massa na forma e leve ao forno por 50 minutos ou até a massa estar pronta e dourada.

Continuação de boa semana :)

sábado, 1 de Agosto de 2009

Cake Sushi

Mal recebi o wasabi, tratei de pesquisar o que poderia fazer com ele. Uma das receitas que gostava de experimentar era esta que tinha visto no blog das Three Fat Ladies. Guardei-a até conseguir encontrar salmão fumado a bom preço. Tive que esperar um bom bocado mas valeu bem a pena. Tive receio que o Wasabi ficasse a notar-se muito mas não aconteceu, na verdade até nem notei muito!

Atenção, salmão fumado não é comprar uma posta de salmão, enrolar, acender com um isqueiro e fumá-la, ok? Vocês não me inventem he he

O meu wasabi esgotou-se neste bolo salgado delicioso que todos cá em casa adoraram. Fiz duas vezes e vamos todos ter saudades, mas segundo a sugestão da Pipoka, frango/mostarda é capaz de ficar tão interessante quanto a dupla de salmão/wasabi.
Será que já posso dizer que provei comida japonesa? Acho que não, mas já andei lá perto :)
No Verão quente (hoje parece Outono aqui para estes lados!) sabe muito bem, acompanhado apenas com uma salada a gosto! Tenho certeza que ninguém vai ficar indiferente.

É mais uma receita de blogs amigos e dou continuação ao desafio passado pela Mamã Catarina!


Ingredientes:

100 g de farinha
3 ovos
10o ml de natas espessas (usei as normais)
100 ml de óleo
100 g de salmão fumado
4 colheres (chá) de wasabi
3 colheres (chá) de fermento

Preparação:

Ligue o forno a 180ºC. Unte uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilhe de farinha.
Numa tigela, misture os ovos, o óleo, o wasabi e as natas. Adicione a farinha e o salmão cortado aos pedaços. Tempere com sal (acho desnecessário) e pimenta. Por fim, incorpore o fermento delicadamente. Verta a massa na forma e coloque imediatamente no forno. Coza por 50 minutos. Deixe arrefecer antes de desenformar.

É uma excelente ideia para quem gosta de ir à praia e quer uma refeição rápida e simples, sem ter que usar faca e garfo e sem ter que ver a comida a voar pela areia só porque lhe espetou o garfo e o bicho deu a sete pés pela praia fora he he

Ainda não experimentei com o frango/mostarda, porque não sei bem como fazer. Acho que é capaz de resultar bem com a sobras de frango do churrasco ou frango assado. Vou tentar experimentar um dia destes e depois digo algo.

Até lá, continuação de bom fim de semana :)


quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Pão custard com sementes de papoila



Há manhãs em que uma mulher à tarde não devia sair à noite. Confusos?
Pois, é assim que eu me sinto também depois de um dia que começou às 6 da manhã e que eu adoraria apagar da minha mente, caso me fosse possível!

Hoje foi a gota de água que faltava para transbordar um copo cheio, rodei completamente a baiana, desci dos saltos, perdi a cabeça, dei uma de barraqueira.
Pela primeira vez numa ida ao hospital tive que fazer uma reclamação por escrito no livrinho amarelo.

Depois de me levantar às 6 da madrugada e ir para o posto de saúde com a minha mãe, depois de não lhe ter sido dada consulta, depois de chegar ao hospital da nossa cidade, depois da triagem e uma pulseirinha verde, depois de 3 horas à espera e de ter percebido que, no máximo, a minha mãe deveria ser atendida em 120 minutos... eu dei uso ao direito à indignação.
Estava sem comer desde as 6.20 da manhã e eram 2 da tarde. Eu fico rabujenta se tiver fome, mais rabujenta quando tenho que que esperar e pioro quando tratam mal as pessoas.

Mais do que nunca, acho que quem tem medo de perder a classe também perde tudo e eu, que nem tenho nada a perder e, podendo perder a classe mas não a minha dignidade, passei-me por completo. Se o outro me visse diria: "Onde estão as lamparinas do seu juízo?" - apanhei esta na Tv noutro dia e agora não quero outra coisa! - e eu diria:
- Foderam-se... ups... fundiram-se e o técnico não veio mudá-las :)

A minha mãe entrou novamente para a triagem para nova avaliação. O enfermeiro lá perguntou o que se passava e eu, possuída no máximo, lá disse:
-Passaram-se 3 horas, é o que se passa!
Depois de explicar o que se passava pediu uns minutinhos para falar com a médica.
Deve viver num universo paralelo onde o tempo passa muito devagar, porque os minutinhos transformaram-se em 1h15m e eu voltei a perder as lamparinas do meu juízo :)

Fiz uma reclamaçãozinha por escrito - não sei se vai para o caixote do lixo, mas sempre serviu para me aliviar um bocadinho o stress - e, passados 10 minutos, entramos.
Uma médica estrangeira (a minha mãe não entendia nada e ainda tive que fazer de intérprete!) viu a minha mãe e enviou-a para o Porto, perguntou se esperamos muito e eu fiz a minha reclamação oral. Indignada virou-se para mim e disse que não admitia reclamações.
- Ai não admite?! - disse eu. - É que eu já reclamei, está reclamado!

Desgraçada, em português pouco entendível, disse que os médicos não têm culpa!
- Então quem tem culpa, os doentes que estão cá para serem atendidos e diagnosticados? Eu tenho é que reclamar com quem cá está! - disse eu num ar mais desgraçado que o dela!

Lá se chegou à razão e concordou, diz que só estavam dois médicos num serviço de urgências e aquilo estava um caos, que também já reclamaram e que os doentes fazem bem em reclamar.

Hellooo!!! Dótora, onde estão as lamparinas do seu juízo também? Ou admite ou não admite reclamações, decida-se mulher!

Roteiro resumido:
Posto de saúde > Hospital João de Deus > Hospital de São João > Hospital João de Deus novamente = nada, a minha mãe afinal não tem nada!

Há coisas fantásticas não há? Queixas da perna com inchaço visível, dificuldade em andar e afinal não tem nada.

Eu ainda lhe disse:
- Ó mãe, dizias como a Florichoca: "Não tenho nada mas tenho tenho tudo. Sou rica em sonhos e pobre pobre em ouro!" :)
Afinal, fomos só dar umas voltinhas de ambulância com direiro a sirene e tudo ;)

De volta ao hospital cá da cidadezinha, com o relatório da alta nas mãos, dizem-nos que temos que passar novamente pela triagem e pela espera.
Ahhh? Como? Quem é que perdeu as lamparinas do juízo desta vez? Eu é não fui porque já não tinha mais lamparinas para perder mas, queimei o fusível e resmunguei que se fosse para esperar mais 5 horas que nem pensassem nisso.

Blá blá blá, se a sua mãe assume que não tem nada, então pode ir embora - dizia a recepcionista arrogante!

Mau mau mau mau, mais lamparinas perdidas? Quem diz que a minha mãe não tem nada são os médicos, se não tem nada, não fica cá a fazer nada! Adeus e até nunca mais que nós vamos neste.

Cheguei a casa às 18.30, mais de 12 horas para saber o que a minha mãe tem e o diagnóstico é nada! De facto tudo que incha, desincha e passa... nem sei dizer mais nada :)

Amanhã nova corrida para o posto de saúde para ver se encontramos alguém que tenha as lamparinas todas a funcionar e que saiba o que fazer :) Com sorte, amanhã tenho mais aventuras para contar!

Isto já vai muito longo mas aproveito também para responder ao desafio da Sta que está aqui. Resumindo, temos que escolher uma receita de um blog, fazer e publicar. Já tenho esta que tirei do blog da Sta e está feita há muito tempo. Ou seja, já foi comida e aprovada há bué :)
Tivesse eu um pão destes hoje e não teria passado tanta fome!



Ingredientes:
200 ml de leite morno
50 ml de água morna
50 g de margarina
120 g de açúcar (usei apenas 100)
2 colheres (sopa) de farinha custard (foto aqui)
500 g de farinha (usei 400 de farinha normal e 100 de farinha integral)

Preparação:
Colocar na cuba todos os ingredientes pela ordem, programar "pão doce". No final do 2º amassar adicionem as sementes e está pronto para ser devorado.

Continuação de boa semana, que seja bem melhor que a minha ;)

sábado, 25 de Julho de 2009

Bolo de cenoura e gengibre


Às vezes sinto-me como um burro atrás da cenoura, corro e corro para a alcançar e ela está cada vez mais longe. O burro, esse animal em vias de extinção e espécie protegida (basta ver pela quantidade de burros que encontramos no dia-a-dia, é aos pontapés!), que um dia me ia dar um coice tão bem dado no joelho que, se não fosse a minha sorte (apesar de tudo o que tem acontecido!!) eu agora andava como as galinhas, com os joelhos virados para trás :)
Eu, que sou defensora dos animais, que não me queria pôr em cima do burrinho nem dos cavalinhos, lembrei-me de correr atrás de um e ele, muito esperto (de burros não têm nada!) e já chateado com a melga (eu mesma!) que insistia em correr atrás dele... toma lá que aqui vai disto, dá um belo coice, parecia um truque de karaté, que me passou ao ladinho do joelho direito. Eu, incrédula pois tinha o burro como pacífico e amigo, baixei as orelhas (quando um burro fala o outro baixa as orelhas he he) e resignei-me às evidências. Ri-me de nervoso, escapei por um triz mas não voltei a incomodar os burrinhos, aprendi a lição e, agora, só lhes ponho a mão com uma cerca a dividir os espaços.
Agora, os outros burros, aqueles que dão verdadeiro sentido à palavra, a esses gostava de lhes deitar as unhas e fazer uns quantos estragos, até aprendia a dar coices de propósito. Ando a precisar de abanar alguém e uns quantos burros manhosos aliviavam-me o stress :)

Até lá, sou teimosa que nem um burro e continuo a comer cenouras para ganhar força e também para ter uns olhos bonitos ;) Mais uma sugestão de bolo feito com cenoura.
Queriam os burrinhos comer uma fatia destas, acompanhada de natas batidas com duas colheres de açúcar em pó e uma pitada de canela. Arre, burro! Uma delícia :)

Ingredientes:
1 colher (sopa) de manteiga, para untar
225 g de farinha
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de bicarbonato de soda
2 colheres (chá) de gengibre em pó
1/2 colher (chá) de sal
175 g de açúcar mascavado (usei 150 g)
225 g de cenouras raladas
2 pedaços de gengibre picados (não usei)
25 g de raíz de gengibre, ralado no momento
60 g de passas sem sementes (não usei)
2 ovos batidos
3 colheres (sopa) de óleo de milho (usei de soja)
sumo de 1 laranja

Cobertura (não fiz, apenas polvilhei com açúcar em pó):
225 g de queijo-creme magro
4 colheres (sopa) de açúcar de pasteleiro
1 colher (chá) de essência de baunilha

Preparação:

1. Unte uma forma redonda e forre-a com papel vegetal.
2. Peneire para uma tigela a farinha, o fermento, o bicarbonato de soda, o gengibre em pó e o sal. Acrescente, mexendo, a açúcar, as cenouras, o caule, a raíz de gengibre e as passas. Noutra tigela, bata os ovos com o óleo e o sumo de laranja. Acrescente os ingredientes secos e misture.
3. Deite a mistura às colheradas na forma anteriormente preparada e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC, durante cerca de 1 h até que um palito, quando inserido no centro, saia limpo. Deixe-o arrefecer na forma.
4. Para preparar a cobertura, coloque o queijo-creme numa tigela e bata-o suavemente. Acrescente o açúcar de pasteleiro e a essência de baunilha. Misture bem.
5. Desenforme o bolo e barre a cobertura por cima. Decore com cenoura e gengibre ralados e sirva.

Receita retirada do livro "Tartes, tortas e biscoitos" da Parragon Books.

Há umas semanas falei do livro do Alessander, hoje é a sugestão literária da Academia, está aqui. Passem para conhecer e, caso se interessem, encomendem o livro. Vale a pena :)
Bom fim de semana!!!

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Pão recheado

Hoje esmerei-me e trouxe a receita e uma sugestão para usarem depois da receita estar pronta.

Hoje estou de mau humor e dá-me para uma certa divagação de assuntos: as pessoas são como os pães, são melhores quando têm recheio e quando o recheio é bom encontra-se a perfeição. Não desatem é a morder o pessoal que passa para lhes ficar a conhecer o recheio, ok? Podem habilitar-se a uma má resposta ou a uma galheta na focinheta :)

É que o aspecto exterior, muitas vezes, não corresponde ao interior mas, algumas vezes, até corresponde. Hoje eu sou um verdadeiro papo-seco*, uma carcaça* e só muito bem barradinha de compota é que fico mais docinha - sem segundos sentidos ok? É que eu já me lembrei daquele filme em que amarram a gaja a um tranqueiro, besuntam-na de mel ou compota e depois as formigas dão com ela e é uma desgraça he he.

Com sorte, devo estar a precisar de chocolate. Com sorte resolvo isso agora de tarde :)

Este pão recheado veio daqui e, apesar de não ter ficado tão bonito, aposto que ficou igualmente delicioso.

Ingredientes:
250 g de leite
50 g de margarina
25 g de açúcar
2 colheres de chá de sal fino
1 saqueta de fermento de padeiro
500 g de farinha tipo 65
Margarina mole para besuntar
1 ovo batido para pincelar (não usei)
Recheio a gosto, que neste caso foi chourição
Sementes de sésamo (opcional, eu gosto e coloquei)

Coloque os ingredientes ma máquina do pão e ligue o ciclo "massa".
Depois de terminar, estenda a massa numa superfície enfarinhada, pincele com a margarina mole e espalhe as fatias de chourição. Enrole como se fosse uma torta, esconda as pontas do rolo para baixo do mesmo e coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal ou folha de silicone. Pincele com ovo batido. Deixe repousar mais um pouco (15-20 minutos), pincele novamente e, se quiser, salpique com sementes de sésamo. Leve ao forno até ficar dourado.
Sirva quente ou frio.

No dia seguinte peguei no pão recheado, cortei-o em fatias. Coloquei tomate de lata cortado por cima, uma fatia de paio, queijo mozzarella, oregãos e levei ao forno para gratinar. Uma autêntica pizza :) Serve-se com salada a acompanhar e é sucesso total!

Continuação de boa semana a todos. Eu vou ver se me passa a nuvem negra. Isto hoje está a combinar com o tempo que está lá fora: nublado, chuvoso, ventoso e negro... muito negro :)


*Pão pequeno de farinha de trigo fina. Sou pequena e fina... querem melhor?

Nota: Já fiz há algum tempo e pode ser necessário ajustar a quantidade de farinha e de leite. Na MFP é importante ter em atenção as quantidades.

domingo, 19 de Julho de 2009

Bolo de iogurte com recheio



Eu ando muito poupadinha nas palavras e, mais uma vez, não vou apresentar receita. Vou apenas deixar uma sugestão que muito me agradou e, como estamos no tempo de aproveitar o excesso de frutas para fazer compotas, sugiro que as aproveitem para enriquecer um bolinho simples, poderá ser de iogurte ou outro qualquer ao vosso gosto. Garanto que não se vão arrepender com o resultado. Digam lá se não fica um bolo bem mais bonito?

Tirei-a daquele sítio que não vou dizer, mas que pertence a um dos tios que perdeu o GPS e não entregou a arca cá em casa. Rima com soalheiro, fazendeiro, frangueiro, toalheiro, fumeiro, solteiro (deve ser solteiro e ainda não me viu, senão ja cá tinha vindo entregar a arca e ainda fazia o favor de a rechear com coisinhas boas he he), Roque Santeiro (em homenagem aos leitores brasileiros) e com dinheiro :)

Neste caso, poderia ter usado a compota de ameixas mas fiz com uma compota de mirtilos vermelhos que a TitiSu me ofereceu há já algum tempo. Excelente, um bolo com sabor a Verão :)
Depois de colocarem a massa na forma, deitem colheradas da compota por cima. Se quiserem que a compota fique no meio do bolo, levem-no ao forno por 10-15 minutos e só depois deitem a compota por cima.

De certa forma, é uma espécie de férias que me dou a mim e a quem lê o que cá escrevo. Poupo-vos os olhinhos e as minhas nails de tanto escrever :)
Se alguém quiser a receita de bolo de iogurte podem encontrar uma aqui.

Espero que gostem!
Bom início de semana a todos ;)

Nota: Como as desgraças cá em casa continuam, a travessa que se vê na foto já não existe. A minha mãe partiu-a e, no mesmo dia, foi-se a fruteira que estava em cima da mesa. Isto continua a desbunda total :)

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Lombo recheado de ameixas e legumes

Digam lá se não fica fantástico? Super colorido :)
As coisas têm andado muitos cinzentas pela blogosfera e na vida das bloguistas, então toca a colorir um bocado o panorama, senão a coisa vai descambar por completo.
Não é exactamente uma sugestão de receita, é mais uma sugestão de recheio e podem usar lombo de porco, vaca ou vitela. Convém é que a carne não seja muito seca, mesmo usando bastante marinada, correm o risco de não ficar suculenta.

Então, usem a vossa receita de lombo assado favorita e recheem-no com o que mais gostarem. Pedi no talho que me cortassem um lombo de porco e o abrissem de forma a ficar num rectângulo, mas sem o separar. Depois, é só rechear e enrolar como se fosse uma torta. Usei pimento vermelho, courgette, cenoura e ameixas secas. Podem também usar alho-francês ou outros.
Convém que o recheio seja cozinhado para que não leve mais tempo a assar do que a própria carne, uma vez que fica no seu interior (é só dar uma "entaladela aos legumes", também não queremos que eles se desfaçam). Como é óbvio, as ameixas não precisam ser pré-cozinhadas :)

Depois amarrem com uma corda própria ou uma "rede". Como sou uma pessoa muito bem relacionada, usei umas bandas de silicone fantásticas. Podem ver um bocadinho delas na parte superior esquerda da foto :)

Como o tempo está muito cinzento e hoje até já choveu, não é má ideia ligar o forno no fim de semana e saborear um belo lombo!

O post é pequeno que é para desenjoar das minhas histórias mirambolantes e, por vezes, muito compridas.

Aproveito para desejar a todos uma boa sexta-feira e um bom fim de semana :)

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Sobremesa de ameixas


Ainda na onda das ameixas, encontrei esta receita simplesmente magnífica no livro "Boas receitas para uma boa saúde". Infelizmente, não resultou, a saúde anda a deixar-nos ficar mal :) Pelo menos soube-nos muito bem. Para quem tem abundância de ameixas, aconselho a fazer. Fica com um "caldo" de sumo de ameixas que é assimilado pela cobertura feita de massa de baixo índice de gordura. É para ser servida quente ou morna, pois é uma sobremesa de Outono mas, as ameixas abundam no Verão e foi feita naqueles dias nublados que parecem querer voltar.

Aproveito também para agradecer os desejos de melhoras que me deixaram. Estou muito melhor mas espero não estar pronta para outra. Por agora chega, tá?


Para 6 pessoas
Tempo de Preparação:30 minutos
Tempo de cozedura: 45 minutos
Forno: Pré-aquecido a 200ºC

Por pessoa
Calorias: 280
Total de gordura: 8 g
Hidratos de carbono: 48 g
Açúcar adicionado: 8 g
Fibras: 4 g

Ingredientes:
700 g de ameixas frescas maduras, cortadas ao meio e descaroçadas
45 g de açúcar amarelo
30 g de amêndoas raladas (não usei)
6 colheres de sopa de água

Para a cobertura:
175 g de farinha com fermento
60 g de farinha integral
1 colher de chá rasa de fermento em pó
30 g de margarina poliinsaturada
1 ovo ligeiramente batido
7 colheres de sopa de leite magro
1 colher de chá de açúcar amarelo

- Misture as ameixas com o açúcar amarelo, as amêndoas e a água. Disponha o preparado num prato de 20 cm de comprimento, que possa ir ao forno e à mesa.

- Prepare a cobertura. Numa tigela, misture as farinhas com o fermento e seguidamente com a margarina, trabalhando bem. Junte o ovo e 6 colheres de sopa de leite e misture até obter uma massa macia. Trabalhe a massa sobre uma superfície ligeiramente polvilhada com farinha até ficar homegénea.

- Numa superfície ligeiramente polvilhada com farinha estenda a massa até ficar com 1,5 cm de espessura. Com um corta-bolachas ondulado de 6,5 cm de diâmetro, corte círculos da massa. Trabalhe as aparas e volte a estender e a cortar círculos até obter 12 ao todo. Disponha-os em círculo no tabuleiro, sobrepondo-os ligeiramente, e pincele-os com o resto do leite.

- Leve ao forno pré-aquecido a 200º C, durante 45 minutos ou até os círculos de massa começarem a alourar e as ameixas ficarem macias. Cerca de 30 minutos depois de os levar ao forno, cubra com papel- manteiga para a massa não queimar. Polvilhe com açúcar e sirva.


Nota: Tal como esta massa de tarte retirada do mesmo livro, é simples e muito fácil de fazer. Muito fácil de moldar e esticar, sem ser necessário juntar carradas e carradas de farinha.
Acho que é capaz de resultar com outras frutas, tais como maçãs, pêras, pêssegos e morangos, mas ainda não testei.

Boa semana a todos!